Prefeitura de Aparecida estuda retorno da zona azul

Por falta de fiscalização, Prefeitura extinguiu cobrança após cancelamento de contrato com prestadora de serviços

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Veículos superlotam as vagas para estacionamento, em rua central da cidade

Carlos Pimentel/Jornal Atos

O contrato firmado entre a Prefeitura de Aparecida e a empresa Data System, responsável pela zona azul da cidade, foi cancelado em janeiro. Desde então motoristas reclamam da falta de vagas para estacionar no Centro. Para tentar solucionar o problema, a administração municipal estuda implantar, novamente no município, o estacionamento rotativo conhecido como zona azul.

O prefeito Márcio Siqueira (PSDB) afirmou que pretende se reunir com a Associação Comercial, Conselho Municipal do Turismo e o Sindicato dos Hotéis e Restaurantes, para juntos discutirem os termos do novo contrato que visa atender não só as necessidades dos moradores, como também dos turistas. “Queremos fazer um processo que não cause problemas futuros, mas sim que atenda aos anseios dos munícipes e turistas, que hoje tem dificuldade de encontrar vagas para parar o carro e consumir no comércio central.”

Siqueira ressaltou que a zona azul não deve ter vista em faturamento e apenas mirar o bem estar da comunidade. “As pessoas estão reclamando muito da falta de vagas, pois quem estaciona de manhã só retira o carro no final da tarde, o que impossibilita outras pessoas de utilizarem a vaga. Atrapalha quem quer fazer compras no comércio e passear pela cidade. Então estamos estudando o regresso do sistema para que o estacionamento se torne rotativo”.

Fim do serviço
O sistema de cobrança da zona azul, que vigorou por mais de um ano na cidade, era gerenciado pela empresa Data System, e foi interrompido em janeiro, após quebra de contrato entre as partes.

Na ocasião, o proprietário, José Dimas, não quis gravar entrevista, mas informou que o cancelamento do contrato se fez necessário por conta da falta de fiscalização da Prefeitura, que causava prejuízo para a empresa, já que os motoristas deixavam de comprar o bilhete.

Em contrapartida, o secretário de Trânsito, Marcelo Monteiro, disse que a zona azul era fiscalizada pela Guarda Civil, mas desde que fosse comprovado que existiam funcionários da empresa vendendo os bilhetes nas ruas, o que segundo Monteiro, estava cada vez mais difícil de acontecer.

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