Aplicativo de mototáxi se apoia em lei para funcionar em São José
Segundo sindicato, plataforma conta com 300 passageiros cadatrados


Serviço de mototáxi em São José tem operação semelhante ao de outros aplicativos, como a Uber e 99Pop
Arquivo/Meon
Um aplicativo de mototáxi se apoia em regulamentação de outras plataformas, como a Uber e 99Pop, para operar em São José dos Campos. O LevTraz foi desenvolvido há dois anos e já está em operação na cidade por meio do Sindmotovale (Sindicato dos Mototaxistas do Vale do Paraíba).
A ‘brecha’ encontrada é porque a atividade de mototáxi é proibida por lei na cidade. Outros municípios da RMVale contam com o serviço, como Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba e Caraguatatuba.
De qualquer forma, estamos baseados em lei federal que regulamentou mototáxi, marco civil da internet, lei de mobilidade urbana e de livre concorrência”
Benedito Carlos Pres. Sindicato
“Seguimos tentando regulamentar o serviço. Estávamos em busca de soluções e esperamos o melhor momento. E apareceu a Uber, que teve várias conquistas, como a regulamentação do aplicativo e também evoluímos”, comentou o presidente do sindicato, Benedito Carlos dos Santos, o Natu.
“De qualquer forma, estamos baseados em lei federal que regulamentou mototáxi, marco civil da internet, lei de mobilidade urbana e de livre concorrência”, complementa.
O serviço é semelhante com a da Uber. Em um trajeto entre o Parque da Cidade, na zona norte, e a Rodoviária Nova, na região central, com uma distância total de 5,7km, por exemplo, o valor da corrida é de R$ 5. O valor leva em consideração preços que são praticados em outras cidades.
Segundo o sindicato, atualmente são 300 passageiros e 170 motoristas cadastrados no LevTraz. Ainda de acordo com a categoria, o serviço está em busca de outras regulamentações.
“Ao contrário de outros aplicativos, nós vamos exigir que os veículos tenham placa vermelha e treinamento para os motoristas. Essa vai ser a nossa revindicação”, ressalta Natu.
Ao Meon, a Secretaria de Mobilidade Urbana de São José informou que a atividade não é regulamentada, e por isso, é irregular. Da mesma forma que os aplicativos de carro, a votação no Senado, prevista para esta terça-feira, pode influenciar no futuro dos mototaxistas.
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