Após ano olímpico, COB diminui em R$ 13 mi repasses para confederações nacionais
As confederações esportivas nacionais vão receber R$ 13 milhões a menos no próximo ano em repasses do Comitê Olímpico do Brasil (COB) na divisão dos recursos financeiros oriundos da Lei Agnelo/Piva. Se no ano olímpicos R$ 98 milhões foram divididos pelas entidades, a estimativa é de R$ 85 milhões para 2017. “Estamos cientes da necessidade de…

As confederações esportivas nacionais vão receber R$ 13 milhões a menos no próximo ano em repasses do Comitê Olímpico do Brasil (COB) na divisão dos recursos financeiros oriundos da Lei Agnelo/Piva. Se no ano olímpicos R$ 98 milhões foram divididos pelas entidades, a estimativa é de R$ 85 milhões para 2017.
“Estamos cientes da necessidade de seguir com o desenvolvimento sustentável do esporte olímpico de alto rendimento no país, especialmente depois dos Jogos do Rio. O planejamento do COB para 2017 foi desenhado para minimizar o impacto financeiro sobre as condições de preparação dos atletas, nesse que é o primeiro ano do ciclo olímpico até Tóquio-2020”, disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
Se em 2015 o COB arrecadou R$ 208 milhões via recursos das loterias federais (o equivalente a 1,7% do prêmio pago aos apostadores), neste ano o montante ficou bem abaixo, em torno de R$ 179 milhões. Isso fez diminuir a projeção e distribuição de recursos. “Pela primeira vez houve redução significativa no volume de apostas das loterias, o que impactará no orçamento de 2017”, explicou Nuzman.
O COB também reformulou os critérios de distribuição dos recursos para, além de colocar parâmetros esportivos e de desempenho, reforçar a importância na área de governança das entidades. Com isso, a intenção é preservar as condições de preparação dos atletas, mas também ajudar a aprimorar a gestão das confederações.
“Para orientar a distribuição dos recursos, estabelecemos dez critérios técnicos esportivos e de gestão financeira das confederações. Esses critérios aperfeiçoam o que já vinha sendo feito pelo COB, na direção da maior transparência e governança na distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva, em benefício do esporte e dos atletas, que são a razão de ser de todo o Movimento Olímpico Brasileiro”, explicou o diretor executivo de esportes do COB, Agberto Guimarães.
Os 10 critérios adotados para as confederações, com pontuações específicas, são:
1 – Ser medalhista na última edição dos Jogos Olímpicos;
2 – Ser medalhista nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos;
3 – Ser Top 8 (finalista) nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos;
4 – Ter participado das três últimas edições dos Jogos Olímpicos;
5 – Ter medalhista em Campeonatos Mundiais, ou equivalente, no último ciclo olímpico;
6 – Ser Top 8 em Campeonatos Mundiais, ou equivalente, no último ciclo olímpico;
7 – Ser medalhista de ouro no último Pan;
8 – Índice de efetividade = número de medalhas conquistadas x número de medalhas possíveis;
9 – Índice do número de eventos nos Jogos Olímpicos;
10 – Gestão financeira (prestação de contas/saneamentos/ressaneamentos/justificativas).
Com os critérios, as confederações que mais receberão repasses são as de vôlei e judô. O COB ainda avisa que vai aguardar que as federações internacionais das novas modalidades olímpicas (surfe, skate, escalada, caratê e beisebol/softbol) indiquem quais entidades serão suas representantes no Brasil. Mas elas só vão poder receber recursos da Lei Agnelo/Piva a partir de 2018.
Confira quanto cada confederação vai receber:
Atletismo – R$ 3.764.000,00
Badminton – R$ 2.264.000,00
Basquete – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 3.467.205,08)
Boxe – R$ 3.264.000,00
Canoagem – R$ 3.264.000,00
Ciclismo – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a 3.068.792,80)
Esgrima – R$ 2.264.000,00
Desportos aquáticos – R$ 3.264.000,00 (podendo chegar a R$ 3.643.211,58)
Desportos na neve – R$ 1.864.000,00
Desportos no gelo – R$ 1.864.000,00
Ginástica – R$ 3.764.000,00
Golfe – R$ 2.264.000,00
Handebol – R$ 2.664.000,00 (podendo chegar a R$ 3.511.208,67)
Hipismo – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 3.511.178,24)
Hóquei sobre grama – R$ 2.264.000,00
Judô – R$ 4.264.000,00
Levantamento de peso – R$ 2.364.000,00
Luta olímpica – R$ 2.664.000,00
Pentatlo moderno – R$ 2.364.000,00
Remo – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 2.675.211,68)
Rúgbi – R$ 2.264.000,00
Tae kwon do – R$ 1.764.000,00
Tênis – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 2.667.213,96)
Tênis de mesa – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 3.068.792,80)
Tiro com arco – R$ 2.264.000,00
Tiro esportivo – R$ 2.664.000,00 (podendo chegar a R$ 2.773.591,87)
Triatlo – R$ 2.264.000,00 (podendo chegar a R$ 2.970.398,25)
Vela – R$ 3.764.000,00
Vôlei – R$ 4.264.000,00
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