Após boatos sobre aporte de US$ 1 bi do BNDES, Embraer afirma que avalia possibilidades, mas ainda sem definição

Informações também apontam possível consultoria de bancos particulares

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A Embraer emitiu um comunicado oficial em resposta aos questionamentos

Desde a quebra do acordo de fusão com a Boeing no dia 25 de abril, levantou-se o questionamento: como e o que a Embraer irá fazer para se reestruturar? Após matérias dos jornais Estadão e Valor Econômico sobre possíveis contratos e parcerias, nesta terça-feira (5), a empresa aeroespacial emitiu um comunicado afirmando que “[…] vem avaliando possíveis financiamentos, inclusive do BNDES, sem que haja uma definição, nesse momento, quanto a um financiamento específico”.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast nesta terça-feira (5), a Embraer teria contrado o Itaú Unibanco para assessorar no pacote de socorro que está sendo costurado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O resgate, que ocorre após a união frustrada com a Boeing, pode ficar entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, apurou o jornal com três fontes de mercado.

A operação deve contar ainda com o apoio de outros bancos privados que foram convidados, mas ainda não estão envolvidos nas negociações. Procurado pelo Estadão, o Itaú não confirmou a informação de que foi o escolhido para assessorar a Embraer.

Na última segunda-feira (4), o jornal Valor Econômico publicou uma matéria afirmando que a companhia “deve voltar a ter porte de estatal”. Uma das informações que embasaria a afirmação seria um possível aporte do BNDES de US$ 1 bilhão em ações. A B3 (Bolsa de Valores do Brasil) solicitou esclarecimentos sobre a informação veiculada no pelo jornal.

A Embraer emitiu um comunicado oficial em resposta aos questionamentos e boatos.

“[…] a Companhia esclarece que, conforme informado no Comunicado ao Mercado disponibilizado em 30 de abril de 2020, a Embraer regularmente avalia o acesso a fontes complementares de financiamento, tanto no mercado brasileiro como no mercado internacional. A Companhia vem avaliando possíveis financiamentos, inclusive do BNDES, sem que haja uma definição, nesse momento, quanto a um financiamento específico”, se posicionou a empresa.

O Meon entrou em contato com o BNDES, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem às 12h desta quarta-feira (6). 

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