Após cativeiro arara ‘Alice’ é recebida com festa em Cosmópolis
Depois de quatro dias “sequestrada”, a arara ‘Alice’, adotada como mascote pelos moradores, foi recebida com festa na tarde de quinta-feira, 22, em Cosmópolis, região de Campinas. Centenas de pessoas lotaram a praça central para ver a ave, levada de volta à cidade por funcionários da prefeitura de Campinas. As portas da gaiola foram abertas e…

Depois de quatro dias “sequestrada”, a arara ‘Alice’, adotada como mascote pelos moradores, foi recebida com festa na tarde de quinta-feira, 22, em Cosmópolis, região de Campinas. Centenas de pessoas lotaram a praça central para ver a ave, levada de volta à cidade por funcionários da prefeitura de Campinas. As portas da gaiola foram abertas e ‘Alice’ voou para o alto de árvore. Moradores aplaudiram e muitos se emocionaram.
A ave, uma arara-canindé, vive há oito anos na Praça do Rodrigo, na região central, e acabou se tornando uma espécie de mascote dos moradores, que passaram a alimentá-la. O contato frequente tornou o animal dócil e é comum a ave pousar na janela dos carros para receber carinho e alimentos.
No último domingo, 18, os frequentadores da praça notaram o desaparecimento de ‘Alice’ – o nome foi dado pelas crianças numa referência à personagem de contos infantis. A repercussão nas redes sociais foi imediata e ganhou corpo a versão de que a arara tinha sido furtada ou sequestrada. Houve quem tivesse visto a ave ser levada em um carro por quatro homens e estivesse à espera de um pedido de resgate.
Na quinta-feira, um homem ligou para a prefeitura de Campinas alegando que assumira involuntariamente a posse da ave. Segundo ele, a arara entrou pela janela do seu carro numa praça de pedágio de Paulínia, cidade da região, e ele a levou para casa, em Campinas. Ao saber pela internet que se tratava de ‘Alice’, ele decidiu devolvê-la. Um veterinário examinou a ave antes da soltura: apesar do cativeiro, ela estava em perfeitas condições de saúde.
De acordo com a Polícia Ambiental, como a arara pertence à fauna silvestre e estava solta na natureza, prender a ave configura crime. O caso não seguirá adiante porque o espécime foi devolvido à natureza sem indícios de ter sofrido maus tratos. Conhecida pela plumagem amarela e azul, a arara-canindé é uma das aves mais belas da espécie e fácil de domesticar, por isso virou alvo do tráfico de animais. A ave vive até 70 anos e ocorre principalmente na região do Cerrado brasileiro. No Estado de São Paulo, a arara-canindé está ameaçada de extinção.
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