Após decreto para prisão de policiais, DIG desativa página no Facebook
Espaço era usado para divulgação das ações da delegacia


Página da DIG no Facebook está fora do ar
Reprodução
Após a determinação da prisão de 30 policiais civis de São José dos Campos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quinta-feira (30), a página da DIG (Delegacia de Informações Gerais) no Facebook foi retirada do ar.
O espaço, que tinha mais de 90 mil curtidas, era uma importante ferramenta de comunicação da delegacia para investigações e esclarecimentos de crimes.
Entre os casos de destaque estão o assassinato da vendedora Jaqueline Barros, em maio, em São José dos Campos e o atropelamento de quatro pessoas na avenida Geraldo Sacavone, em setembro, também em São José. Em ambas as ocorrências, que comoveram a sociedade, ins internautas puderam acompanhar as ações dos policiais pela página.
Um dos responsáveis pela atualização e principal figura frente aos vídeos de ações era o investigador Alexandre Silva, que está na lista dos policiais que tiveram a prisão decretada.
O caso
O Tribunal de Justiça determinou a prisão de 30 policiais civis acusados de auxiliar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Um dos envolvidos é o delegado da DIG, Darci Ribeiro.
De acordo com o tribunal, que votou de forma unânime pela decisão, os policiais ajudavam na manutenção do tráfico de drogas na zona sul da cidade. Na manhã desta quinta-feira, os mandados de prisão começaram a ser cumpridos.
A decisão aponta para outras seis pessoas, sendo um ex-policial civil, traficantes e uma advogada. Todos também tiveram a prisão preventiva decretada. A sentença foi expedida com urgência pela 3ª Vara Criminal de São José dos Campos. Os policiais envolvidos atuam no 3º e no 7º DP, na DISE, DIG e Garra.
A Secretaria de Segurança Pública disse, por meio de nota, que “não compactua com desvios de condutas e todos os fatos serão devidamente apurados”. A investigação segue em segredo de justiça. A Corregedoria da Policia Civil, de acordo com nota oficial da SSP, vai instaurar procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta dos 30 policiais civis.
A denúncia foi feito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e cita uma investigação que ocorreu entre junho e novembro do ano passado, apontando o PCC atuando de forma intensa na zona sul de São José dos Campos, especificamente no bairro Campo dos Alemães.
O Meon entrou em contato com as delegacias envolvidas para falar com os responsáveis, mas ninguém quis se manifestar.
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