Em meio à greve, MWL envia cartas de demissão a 140 funcionários

Por conta disso, Sindicato entrou com uma ação no TRT, em Campinas

Escrito por: Felipe Kyoshy2 min de leitura
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Funcionários exibem as cartas de demissão que receberam da empresa

Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos

A empresa MWL, empresa que produz rodas e eixos de trens, em Caçapava, enviou pelo Correio 140 cartas de demissões a funcionários desde a última quinta-feira (6), quando começou a greve na empresa por PLR (Participação nos Lucros e Resultados) que completa sete dias nesta quarta-feira (12).

Por conta disso, o Sindicato dos Metalúrgicos entrou, nesta quarta-feira (12) com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, que questiona as demissões e a recusa da empresa em negociar a PLR.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, as demissões são ilegais e, por isso, a arbitrariedade da empresa etá sendo questionada na Justiça.

“As demissões desrespeitam a Lei 7.783/88, que proíbe a demissão de trabalhadores durante período de greve. Isso não pode acontecer e, por isso, vamos tomar providências. A greve continua”, disse ao Meon o diretor do Sindicato, Rogério Willians.

Ainda segundo o sindicalista, não há uma previsão de uma nova reunião com a empresa sobre o assunto. “Mas estamos dispostos a negociar”, disse.

Segundo o Sindicato, a fábrica conta com 400 funcionários e toda a produção segue parada. Somente os setores administrativos estão em atividade.

Entre as reivindicações estão a garantia para a efetivação dos terceirizados e estabilidade de emprego de 180 dias, além do aumento da PLR que, em 2016, foi de R$ 9.000.

Outro lado

A MWL foi procurada pelo Meon nesta quarta-feira, mas informou que não vai comentar o assunto.

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