Após onda de assaltos, universitários e PM definem estratégias em Lorena

Um plano de segurança deve ser estruturado para amenizar a situação

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20150306_unisal_lorena_(Divulgação/Unisal)

‘Cinturão’ de segurança deve ser formado próximo das universidades

Divulgação/Unisal

Com o aumento no número de assaltos a universitários, os diretórios acadêmicos, a Polícia Militar e representantes de universidades tentam alinhar um plano de segurança no entorno das faculdades. Um plano de segurança deve ser estruturado para amenizar a situação.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), só nos três primeiros meses deste ano foram registrados 142 roubos e 232 casos de furtos na cidade. Durante o último encontro na semana passada, realizado no Unisal (Centro Universitário Salesiano) de Lorena, o secretário de Segurança Pública de Lorena, Elton Ribeiro revelou que a maioria das ocorrências envolve adolescentes. Ribeiro destacou a forma de agir das vítimas. “Temos uma população flutuante de 8 a 10 mil pessoas em nossa cidade todos os anos. Gente que está desatenta e que se torna alvo fácil da criminalidade”.

Segundo a Polícia Militar, a maioria das ocorrências não é registrada. De acordo com a capitã da PM, Adriana Sérvio, os crimes são apenas publicados em grupos nas redes sociais e que as vítimas não registram os boletins. “Também pedimos às instituições que publiquem dicas de segurança em seus perfis nas redes sociais”, disse.

O representante do Unisal e coordenador de RH, André Costa, afirmou que falta estrutura para a segurança em Lorena. Costa afirmou que a universidade está investindo na aquisição de câmeras. “Por isso devemos nos reunir para coibir ou amenizar o problema. Tudo porque estamos vivendo um momento crítico, no qual todos devem ajudar”, disse.

Rodolfo Macedo, representante da Fatea, comentou que a cidade está com diversas ocorrências de violência. “A criminalidade é um problema de todos, não há um único dono”.

Medidas
Para o ‘Movimento Lorena em Segurança’ é necessário que medidas sejam tomadas de imediato. O representante do Movimento Lorena em Segurança, Luiz Felipe Sbegue,  afirmou que o problema da violência é cultural. “A criança não tem referência de família e falta postura sobre projeto de vida, autonomia sobre seus atos”. O secretário de Segurança Pública afirmou que uma nova reunião deve ser agendada com os envolvidos, além da realização de novas palestras e a utilização de dados estatísticos para oferecer informações à PM para o reforço das ações no ‘corredor estudantil’.

Publicado em: