Após polêmica, livros “impróprios” são usados em provas de escolas municipais de Taubaté
Após denúncia de vereadores de Taubaté sobre conteúdos inadequados em livros adquiridos pela Secretaria de Educação, o vereador Noilton Ramos (PSD) afirma que os conteúdos estão sendo usados como temas de provas. Segundo os parlamentares, os desenhos e o conteúdo fazem conotações macabras.


Livros “impróprios” são usados em provas
Divulgação/Luiz Malheiros
Após denúncia de vereadores de Taubaté sobre conteúdos inadequados em livros adquiridos pela Secretaria de Educação, o vereador Noilton Ramos (PSD) afirma que os conteúdos estão sendo usados como temas de provas. Segundo os parlamentares, os desenhos e o conteúdo fazem conotações macabras.
Ramos comenta que a secretária Edna Chamon se comprometeu, durante audiência realizada em março, a não utilizar os livros como objeto de prova. Os livros foram entregues aos alunos da 1ª série do ensino fundamental, com idades entre oito e dez anos. No total, a prefeitura gastou R$ 9 milhões na compra dos 43 mil livros. Para Ramos, a secretária não sabe ouvir os reclames da população e está ignorando as reivindicações.
“Reclame é para ser ouvido e analisado, ela [Edna] não sabe ouvir. Os pais estão me procurando reclamando que algumas escolas estão utilizando os livros em provas e agora estão inseguros com essa situação”, afirma o vereador.
Na avaliação do parlamentar, as publicações podem influenciar no futuro dos estudantes. “Querem ditar o rumo da população com esses livros. Os pais estão muito chateados e o conteúdo é prejudicial. Não sou contra a comercialização dos livros, mas a imposição de como está sendo realizada”, ressalta Noilton Ramos.
Já a Prefeitura de Taubaté foi questionada sobre a aplicação dos livros em conteúdos das escolas municipais e afirma que a secretária Edna Chamon “desconhece o ocorrido”, e ressalta o compromisso assumido.
Na época, a secretária também admitiu que os temas abordados nos livros podem gerar conflitos. “É óbvio que depende das crenças de cada ser humano. São temas que fazem parte de nossa história. Não vejo problemas em ser questionada e caso os pais se sintam prejudicados podem devolver os livros na própria escola”, destaca.
LEIA TAMBÉM:
Vereadores querem recolhimento de livros polêmicos em Taubaté
Promotor arquiva processo sobre irregularidades nos livros em Taubaté
Posts Relacionados

PM captura seis procurados pela Justiça em menos de 10 horas na região do 23º BPM/I

Força Tática prende traficante reincidente com mais de 300 porções de drogas em Guaratinguetá

Dupla Bruno & Marrone se apresenta neste sábado (24)em São José dos Campos
