Após R$ 700 mil de prejuízo, Estado suspende tarifa em Castelhanos
Desde a última quarta-feira (19), quando uma taxa de R$ 12 por pessoa passou a ser cobrada pelo Parque Estadual de Ilhabela, agentes de viagem, restaurantes e hotéis da cidade fizeram uma paralisação. Além disso, a Associação de Jipeiros de Ilhabela bloqueou a estrada que dá acesso à praia de Castelhanos. Os quatro dias de protesto gerou, no total, prejuízo de R$ 700 mil para o comércio do arquipélago.


Taxa de R$ 12 para Castelhanos foi
suspensa pelo Estado neste domingo (23)
Divulgação/PMI
Desde a última quarta-feira (19), quando uma taxa de R$ 12 por pessoa passou a ser cobrada pelo Parque Estadual de Ilhabela, agentes de viagem, restaurantes e hotéis da cidade fizeram uma paralisação. Além disso, a Associação de Jipeiros de Ilhabela bloqueou a estrada que dá acesso à praia de Castelhanos. Os quatro dias de protesto gerou, no total, prejuízo de R$ 700 mil para o comércio local.
Como resposta, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente suspendeu, no domingo (23), a cobrança da tarifa por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira (24), às 19h, o prefeito de Ilhabela Toninho Colucci (PPS), acompanhado do deputado estadual Edmir Chedid (DEM) e de lideranças do município, se reúnem com o secretário estadual de Meio Ambiente Rubens Namam Rizek Junior para tentar resolver o problema.
“Nos mobilizamos nesses quatro dias para chamar a atenção do poder público sobre a cobrança que não foi discutida conosco. Queremos um canal de comunicação para discutir a taxa com a Fundação Florestal”, diz Marcelo Bastista de Oliveira, representante dos jipeiros.
Oliveira afirma que a proposta é que a taxa volte a ser cobrada apenas depois que as melhorias (instalação de comunicação, segurança com guarita e implantação de câmeras) sejam atendidas, e não descarta a possibilidade de novo bloqueio caso a administração do parque volte a cobrar a taxa para a praia.
“Queremos que o Estrada Parque [projeto solicitado em reuniões anteriores] seja cumprido e vamos acompanhar se está sendo realizado de forma correta”, explica.
Sobre a perda do comércio pelos dias parados durante o feriado prolongado, Oliveira avalia: “embarcações não puderam passar, restaurantes não abriram e agentes não trabalharam. O bom feriado nós perdemos, mas o que vale é a democracia e a preservação do meio ambiente”.
Outro lado
Por meio de sua assessoria de imprensa, a administração municipal afirma que a cobrança “causou transtorno ao turismo da cidade nos últimos dias”, diz nota.
A assessoria de imprensa da Fundação Florestal, órgão ligado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, confirmou a suspensão da taxa, mas não informou os motivos.
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