Após uma semana, vereadores de Cruzeiro afastam de novo Ana Karin
Os vereadores de Cruzeiro, baseados em emenda da Lei Orgânica, afastaram a mais uma vez prefeita Ana Karin Andrade (PR), após uma semana da decisão favorável do desembargador Eduardo Gouvêa para a liminar que a reconduziu à chefia do Executivo na última quarta-feira (16). O vice-prefeito Rafic Simão (PMDB) reassume o comando da prefeitura.


Vereadores afastam Ana Karin (PR)
Divulgação
Os vereadores de Cruzeiro, baseados em emenda da Lei Orgânica, afastaram a mais uma vez prefeita Ana Karin Andrade (PR), após uma semana da decisão favorável do desembargador Eduardo Gouvêa para a liminar que a reconduziu à chefia do Executivo na última quarta-feira (16). O vice-prefeito Rafic Simão (PMDB) reassume o comando da prefeitura.
Segundo a emenda, o prefeito que estiver sendo processado judicialmente, por crime de responsabilidade ou criminalidade por qualquer infração penal comum, ficará afastado do cargo, com a aprovação de requerimento.
O documento foi votado em sessão na noite desta terça-feira (22), com nove votos favoráveis e apenas um contra -Marco Aurélio Siqueira (PR)-, no qual a Câmara decidiu pelo afastamento até que a Justiça julgue as possíveis irregularidades no contrato com uma empresa que prestou serviços em 2009 para a Prefeitura de Cruzeiro.
“Ela [Ana] ainda está respondendo um processo de improbidade administrativa, com o bloqueio de bens por fazer parceria com uma empresa para capitanear recursos para a prefeitura. O serviço nunca foi prestado e houve gasto de dinheiro público entorno de R$ 140 mil, conforme apontamento do Ministério Público”, afirma o presidente da Câmara de Cruzeiro, o vereador Thales Gabriel (PC do B).
Outro lado
Para Ana Karin, a emenda é inconstitucional e não dá o direito para os parlamentares decidirem o processo. “Meu advogado já está entrando com recurso para mostrar que essa manobra é inconstitucional. Os vereadores querem passar por cima da lei maior, que é a da Justiça. Toda essa situação está confundindo e prejudicando a população”, comenta.
Sobre o processo de improbidade, Ana se diz tranquila. “É uma baixaria o que os vereadores estão fazendo. Pegaram contratos de 2009, cujo Tribunal de Contas já tinha aprovado as contas e estão tentando criar situações. Por que só agora?”, indaga.
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