Arroz, óleo de soja e tomate puxam alta da cesta básica na RMVale em agosto
Em um ano, a cesta básica acumula uma alta de 5% na região


O arroz, óleo de soja e tomate puxaram a alta da cesta básica da RMVale em agosto de 2020 segundo dados do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté. Em um ano, a região acumula uma alta de mais de 5%.
Segundo o Nupes, o produto com a maior alta em agosto foi o óleo de soja –12,69% em apenas um mês. Alguns dos motivos para o aumento teriam sido a aumento nos preços internacionais da soja e redução na disponibilidade interna do produto, já que houve aumento nas exportações.
O tomate também teve um aumento expressivo no preço, 12,51% de julho para agosto. O produto vinha de uma sequencia de quatro meses seguidos de queda.
Já o arroz teve um aumento de 4,39% em agosto. Segundo o Nupes, o aumento se deu por motivo semelhante ao óleo de soja. Houve aumento na exportação do produto e aumento na demanda interna. Também foram registradas perdas de safras na região Sul do país e diminuição na área plantada. Esses fatores influenciaram o aumento nos preços do arroz pelo segundo mês consecutivo na RMVale.
Contudo, outros produtos tiveram queda significativa nos preços, são eles: Cebola (– 15,08%), Alho (-11,88%) e Batata (-10,31%).
O balanço final da cesta básica pelo Nupes apontou uma variação de 0,06% entre julho e agosto. De setembro de 2019 à agosto de 2020, a RMVale acumula um aumento de 5,27%.
Governo zera imposto de importação do arroz até o final do ano
*Informações da Agência Brasil
A Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (9) zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano.
De acordo com a pasta, a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parboilizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Até então, a Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca.
A decisão foi tomada durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Camex, a partir de um pedido formulado pelo Ministério da Agricultura. O colegiado é integrado pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Alta nos preços
O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100. Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40.
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