As teleconsultas vieram para ficar?
Veja como profissionais estão se adaptando à nova realidade e as perspectivas para o futuro


A pandemia trouxe inúmeras mudanças de comportamento para a sociedade, que atingiram desde comportamentos particulares até o mercado de trabalho. Com o isolamento social, as consultas médicas virtuais entraram na rotina de muitas pessoas. Mas será que elas vieram para ficar?
Cláudia Freitas, coordenadora do curso de Psicologia da Anhanguera de São José dos Campos, projeta que a sessão virtual pode ser uma tendência para os psicólogos. “O atendimento online já existia, mas na pandemia houve uma intensificação muito grande deste formato, tornando-o uma ampliação de carreira do psicólogo”, afirma Cláudia em comunicado à imprensa.
“É importante lembrar que a transformação digital está impactando todas as profissões e, na área da psicologia, os recursos e ferramentas disponíveis atualmente mostram possibilidades de demandas do futuro profissional. O formato remoto é flexível para o psicólogo e cômodo para quem procura ajuda e, desde que respeite as questões éticas e havendo o cuidado na escolha de profissionais qualificados, é possível realizar o atendimento com qualidade”, acrescenta.
Segundo o Conselho Federal de Psicologia, 51.747 novos profissionais solicitaram entre março e abril a autorização para atendimentos virtuais, número recorde até o momento.
Eduardo Meohas, coordenador médico do programa de Medicina Preventiva Saber Viver da Santa Casa de São José dos Campos, conta que com a pandemia, 100% das consultas médicas do programa migraram para o formato virtual. Só o programa realizou 1393 teleconsultas.
Entretanto, Eduardo não vê a teleconsulta como uma realidade para o futuro da medicina preventiva. Isso porque a relação médico paciente e o toque médico são importantes no programa. Para ele, as consultas virtuais no programa devem se manter para casos excepcionais.
Paula Gomez é nutricionista e conta que antes da pandemia não realizava teleconsultas, “porque pelo Conselho de Ética dos Nutricionistas era necessário que a primeira consulta acontecesse presencialmente e depois o acompanhamento poderia ser online, mas não era uma prática muito comum”, explica.
Com a pandemia, 100% das consultas dela passaram a ser virtuais. Inclusive o primeiro atendimento, porque foi flexibilizado pelo conselho até fevereiro de 2021, conta Paula. Ela acrescenta que os clientes entenderam perfeitamente e que não estão perdendo nada com o novo sistema.
Para o futuro, “É uma alternativa para os profissionais de nutrição, inclusive aos pacientes, aqueles que não poderiam ter fácil acesso se fosse presencialmente, mas como eu falei, o CRN liberou até fevereiro de 2021. Desse modo, faz-se necessário, de qualquer forma, esperar um posicionamento dele, para poder saber se poderemos continuar ou não.”, comenta Paula.
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