Ataque de submarino dos EUA afunda navio iraniano e deixa ao menos 80 mortos
Caso marca uso de torpedo pela 1ª vez desde a 2ª Guerra

Pelo menos 80 pessoas morreram após um ataque de um submarino dos Estados Unidos contra um navio de guerra do Irã no Oceano Índico, segundo informou nesta quarta-feira (4) o vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka à televisão estatal do país.
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O ataque foi confirmado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que afirmou que um submarino norte-americano afundou a embarcação iraniana em águas internacionais.
Segundo Hegseth, este foi o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.
“Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que acreditava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi atingido por um torpedo”, declarou o secretário durante coletiva de imprensa no Pentágono.
O chefe do Pentágono também afirmou que as forças armadas dos Estados Unidos destruíram o chamado “navio-prêmio” do Irã, identificado como Soleimani, em referência ao ex-general iraniano Qasem Soleimani, morto por forças americanas durante o primeiro mandato do então presidente Donald Trump.
Escalada de tensão no Oriente Médio
O ataque ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, após ofensivas militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em resposta, o regime iraniano passou a ameaçar países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1º), a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, estaria entre as vítimas dos ataques — informação que gerou forte reação internacional.
Após o anúncio, o Irã prometeu lançar a “ofensiva mais pesada da história”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a retaliação contra Israel e os Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump afirmou que o Irã deveria evitar novos ataques retaliatórios.
“É melhor que eles não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, declarou.
Até o momento, os confrontos e ameaças entre as partes seguem em andamento, elevando o risco de um conflito regional de maiores proporções.
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