Ataques de EUA e Israel deixam mais de 1.200 mortos no Irã, diz agência estatal

Conflito no Oriente Médio se intensifica e autoridades iranianas afirmam que bombardeios atingiram áreas civis

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel já deixaram ao menos 1.230 mortos no Irã desde o último sábado, segundo informações divulgadas pela agência estatal Islamic Republic News Agency (IRNA).

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Os bombardeios teriam ocorrido em diferentes regiões do país e representam uma nova escalada do conflito no Oriente Médio. O número de vítimas divulgado pelas autoridades iranianas supera o balanço de cerca de 1.190 mortes registradas em ataques anteriores em junho do ano passado.

Ataques atingiram áreas civis, diz Irã

De acordo com o governo iraniano, os bombardeios teriam atingido dezenas de áreas civis, incluindo bairros residenciais, hospitais, escolas e locais históricos.

Segundo a IRNA, ataques foram registrados desde a capital Teerã até a província de Minab, no sul do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismaeil Baghai, afirmou que vários locais civis foram atingidos nos últimos dias.

Entre os pontos afetados na capital iraniana estariam um parque infantil, o histórico Palácio Golestan — patrimônio mundial da UNESCO — e o Hospital Gandhi, que teria sido danificado em um bombardeio ocorrido na segunda-feira.

Mortes em diferentes regiões

Em outras áreas do país, os ataques também deixaram vítimas civis. Segundo a agência estatal:

35 pessoas morreram em bombardeios na província de Fars;

27 civis foram mortos em áreas residenciais da cidade de Maragheh, no noroeste do Irã;

Um complexo residencial na cidade de Sanandaj, no oeste do país, também foi atingido.

O episódio mais letal ocorreu no sábado, quando 182 pessoas morreram após um ataque contra uma escola primária feminina em Minab, incluindo 168 meninas e 14 professoras, de acordo com a mídia estatal iraniana.

Reação internacional

A escalada militar tem provocado questionamentos de líderes mundiais e analistas sobre a base legal da operação militar conduzida por Estados Unidos e Israel.

A Casa Branca não descartou na quarta-feira a possibilidade de participação de forças norte-americanas em alguns ataques, mas afirmou que as operações militares dos EUA não têm como alvo civis.

Enquanto isso, autoridades regionais também relatam ataques de retaliação realizados por Teerã contra países vizinhos, que teriam provocado dezenas de mortes, incluindo crianças.

O aumento da violência reforça o temor de uma ampliação do conflito no Oriente Médio, com risco de envolver mais países da região.

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