Atleta brasileira transforma doença em superação

Naiara Schubert é uma atleta Bikini Fitnessde 33 anos que levanta um título mundial, um estadual, um vice-brasileiro e outras inúmeras classificações em campeonatos muito importantes para sua categoria. E quem vê o corpo forte, com braços e pernas torneados conseguidos com muita determinação, exercícios físicos intensos e dietas restritivas, não imagina que no organismo dela também mora um inimigo silencioso: a esclerose múltipla.

Escrito por: Vida Fit3 min de leitura
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Atleta encontrou no esporte uma maneira de driblar o sofrimento da doença

Reprodução/Facebook Naiara Schubert Personal Trainer

Naiara Schubert é uma atleta Bikini Fitness de 33 anos que levanta um título mundial, um estadual, um vice-brasileiro e outras inúmeras classificações em campeonatos muito importantes para sua categoria. E quem vê o corpo forte, com braços e pernas torneados conseguidos com muita determinação, exercícios físicos intensos e dietas restritivas, não imagina que no organismo dela também mora um inimigo silencioso: a esclerose múltipla.

Ela foi diagnosticada em 2009. “Ao tentar levantar, caí novamente, perdi a força, minha visão ficou turva, perdi a audição e o controle do lado esquerdo. Fui ao hospital e, após inúmeros exames, soube que sou portadora da esclerose múltipla. Foi um susto, aos 29 anos meu mundo desabou, foi um pesadelo” conta Naiara.

Conforme esclarece Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva, a esclerose múltipla é uma doença autoimune que coloca o organismo em degeneração progressiva e, a longo prazo, pode impedir o portador de realizar suas atividades normais pela série de incapacidades adquiridas.

“Nesta doença inflamatória crônica de origem genética ou ambiental, o sistema imunológico começa a agredir a bainha da mielina, uma espécie de capa que envolve os axônios, componentes do sistema nervoso que são os responsáveis pela condução dos impulsos nervosos. Em todo Brasil, são cerca de 24 mil pessoas com essa doença e, para um diagnóstico correto, é preciso descartar a presença de várias outras”, explica o médico.

Desde a descoberta de sua doença, a atleta faz acompanhamento anual de ressonância, que comprovam novas lesões, sinal de que a doença continua progredindo, porém temíveis manifestações físicas já não aparecem há anos.

“Não sabemos se os exercícios físicos diários podem interferir positivamente no meu quadro de saúde, mas mesmo que não fosse, os treinos que eu comecei por insistência de uma amiga que se preparava para uma competição, por curiosidade, transformaram-se em paixão e depois que pisou no palco pela primeira vez, virou vício”, conta Naiara.

Em abril de 2014, a atleta faturou o primeiro lugar no Arnold Classic Brasil na categoria Bikini e ficou em terceiro lugar no Miss Olímpia, que aconteceu em maio.

“Não olho para o futuro com medo. Trabalho meu lado psicológico de forma positiva, sem ficar me lamentando, pois a doença não tem cura, preciso lidar com isso e pronto. Encontrei no esporte uma maneira de ver um horizonte de otimismo e pódios conquistados nos palcos das competições, pois quando a gente faz o que gosta e com amor, conseguimos tudo na vida”, conclui a atleta, que é um exemplo de superação por onde passa.

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