Ato contra aumento da passagem reúne 500 pessoas em São José

Manifestação aconteceu de forma pacífica no centro da cidade

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Manifestantes em frente à rodoviária velha, na Praça da Matriz

João Pedro Teles/Meon

“Desce, Carlinhos, desce até o chão. O Povo está unido contra o aumento do busão”. Este foi um dos vários coros repetidos em tom de escracho e revolta pelos cerca de 500 manifestantes que tomaram as ruas do centro de São José na tarde desta sexta-feira (16) para pedir a revogação do aumento da tarifa de ônibus de R$ 3 para R$ 3,40.

O protesto foi organizado pela recém-formada Frente do Transporte, que conta com a participação do MPL (Movimento Passe Livre) outros coletivos independentes. O aumento da tarifa está previsto para vigorar a partir do próximo domingo (25).

O grupo se concentrou por volta das 17h na praça Afonso Pena e, trinta minutos depois começou a se deslocar sentido praça da Matriz. A Polícia Militar apenas parava o trânsito e escoltava os manifestantes.

Na frente da rodoviária velha, os participantes do protesto pararam e dirigiram os coros aos trabalhadores das empresas de ônibus: “motorista, cobrador, me diz aí se o seu salário aumentou”.

Depois disso, os manifestantes sentaram-se e, repetindo palavras de ordem, repudiaram uma suposta repressão da Polícia Militar e da Guarda Civil contra membros do MPL. A marcha continuou pela avenida São José, dividindo opiniões de passageiros que esperavam no ponto de ônibus.

“Acho importante que os jovens se manifestem mesmo. Esse preço de R$ 3,40 é um absurdo. Isso vai pesar no nosso bolso”, afirma o vendedor Henrique Cruz.

Já o auxiliar de escritório Raimundo Nonato de Jesus, não gostou nada da paralisação. “Nessa hora, para ser sincero, eu quero mesmo é voltar pra casa. Agora o ônibus vai demorar mais ainda”.

Já na avenida João Guilhermino, os manifestantes queimaram uma catraca de papelão. Em carta distribuída aos participantes da manifestação, os organizadores da passeata afirmam que “o transporte, assim como a educação e saúde, é um direto, não uma mercadoria”.

Amadurecimento
Acompanhando a marcha, o suplente de deputado federal Toninho Ferreira (PSTU) destaca o amadurecimento da manifestação contra o aumento da tarifa.

“Este ano, ao contrário do que aconteceu em 2013, os manifestantes aceitaram o apoio de partidos políticos e parecem ter entendido que, sem uma agenda bem definida, é difícil chegar a algum lugar.”, afirma.

Balanço
Membros do MPL avaliaram como positiva a participação popular no primeiro ato contra o aumento das tarifas. De acordo com Hugo Goulart, a tendência é de que as manifestações ganhem volume nos próximos atos.

“Acho que as pessoas vão aderir à medida que outras manifestações aconteçam. Ninguém está contente com o aumento da tarifa”, afirma.

O protesto aconteceu sem incidentes de acordo com a Polícia Militar. Mais um ato foi marcado para a próxima quinta-feira (22), no antigo terreno do Pinheirinho, para relembrar os três anos da reintegração de posse que aconteceu em 2012.

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