Aumento da procura por autopropelidos exige atenção: veja os erros mais comuns de quem compra pela primeira vez.

Crescimento da mobilidade elétrica amplia oferta de equipamentos, mas especialistas alertam para cuidados antes da compra

Escrito por: Armindo Ferreira4 min de leitura
Imagem: divulgação
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A mobilidade elétrica vive um momento de forte expansão no Brasil. Segundo dados da Abraciclo, os modelos elétricos foram o grande destaque de abril de 2026, consolidando-se como a segunda categoria mais produzida do país, com 6.768 unidades fabricadas. O crescimento acompanha a busca por alternativas mais econômicas e sustentáveis para os deslocamentos urbanos, mas também amplia a oferta de equipamentos disponíveis e torna a decisão de compra mais complexa para quem está entrando nesse mercado.
 

Segundo David Peterle, CEO da StreetGo, esse crescimento exige que o consumidor esteja cada vez mais bem informado. “Hoje existe uma oferta muito maior de modelos e marcas, o que é positivo para o mercado. Ao mesmo tempo, isso faz com que muitas pessoas comprem o primeiro autopropelido sem saber exatamente o que precisam observar em relação à segurança, qualidade dos componentes e suporte da marca. Informação é tão importante quanto o produto nesse momento de expansão do setor.”
 

De acordo com Peterle, a decisão deve considerar o custo-benefício ao longo da vida útil do equipamento, e não apenas o preço de compra. “Mais do que autonomia ou design, vale avaliar fatores como assistência técnica, disponibilidade de peças, procedência da bateria e qualidade dos componentes. Um autopropelido é um meio de transporte para uso diário e precisa oferecer confiabilidade para acompanhar a rotina do usuário durante muitos anos.”
 

O que observar antes de comprar um autopropelido?

1. Verifique se o modelo atende à legislação brasileira

Antes de fechar a compra, é importante entender se o equipamento está enquadrado na Resolução CONTRAN nº 996/2023. Os autopropelidos precisam atender a critérios técnicos específicos, como limite de potência e velocidade, além de contar com itens obrigatórios, como velocímetro, campainha e sistema de iluminação dianteira, traseira e lateral. Um equipamento que não atende a essas exigências pode gerar dúvidas sobre onde pode circular e até impedir que o usuário aproveite todas as vantagens previstas para essa categoria de veículo.
 

2. Desconfie de preços muito abaixo da média

Na hora da compra, o preço costuma chamar atenção, mas nem sempre representa economia no longo prazo. Equipamentos muito baratos podem utilizar baterias sem certificação, motores menos eficientes, materiais de menor resistência e sistemas de freio mais simples. Isso pode resultar em menor durabilidade, maior necessidade de manutenção e até comprometer a segurança durante o uso diário. Vale analisar o conjunto do produto e não apenas o valor da etiqueta.
 

3. Avalie a bateria, não apenas a autonomia

É comum que o consumidor compare apenas a quantidade de quilômetros informada pelo fabricante, mas a bateria merece uma análise mais completa. Além da autonomia, é importante verificar a capacidade, a procedência das células, o tempo de recarga, a vida útil estimada e a disponibilidade para substituição futura. Baterias de fabricantes reconhecidos costumam oferecer maior estabilidade, desempenho consistente e mais segurança durante o uso, reduzindo riscos de perda precoce de capacidade.
 

4. Confira se há assistência técnica e peças de reposição

Um dos erros mais frequentes é pensar apenas na compra e esquecer o pós-venda. Como qualquer veículo, o autopropelido está sujeito a revisões, troca de componentes e eventuais reparos. Antes de escolher a marca, vale verificar se existe assistência técnica autorizada no Brasil, disponibilidade de peças de reposição e suporte ao consumidor. Esses fatores fazem a diferença para manter o equipamento funcionando por muitos anos e evitam que pequenos problemas se transformem em grandes dores de cabeça.
 

5. Observe a qualidade dos freios e da estrutura

Quem utiliza o autopropelido diariamente enfrenta buracos, lombadas, pisos irregulares e diferentes condições de trânsito. Por isso, componentes como freios, suspensão, pneus e quadro têm impacto direto na estabilidade e na segurança. Um conjunto estrutural mais robusto proporciona maior controle da condução, reduz desgastes prematuros e oferece mais confiança em frenagens e mudanças rápidas de direção, principalmente em centros urbanos.
 

6. Escolha um modelo adequado para sua rotina

Nem todo autopropelido foi desenvolvido para o mesmo perfil de usuário. Antes da compra, vale refletir sobre como o equipamento será utilizado. Quem pretende usá-lo para ir ao trabalho todos os dias, por exemplo, deve priorizar autonomia, conforto, ergonomia e capacidade de carga. Já quem pretende utilizá-lo apenas em passeios ou deslocamentos ocasionais pode dar mais importância ao peso, à facilidade de transporte ou ao design. Entender a própria rotina ajuda a escolher um modelo que realmente atenda às necessidades do dia a dia e evita frustrações após a compra.

Armindo Ferreira
Armindo Ferreira

Redator

Armindo Ferreira, que acumula mais de 15 anos de experiência na cobertura de tecnologia. Ao longo da carreira, passou pela TV Globo, foi colunista de tecnologia do SBT News, apresentador da TV Thathi SBT e é autor do Blog do Armindo, um dos mais antigos veículos independentes de cobertura tecnológic…

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