Autor cruzeirense tem conto publicado em antologia internacional

Um conto de ficção científica sobre a cura para todas as doenças com desdobramentos apocalípticos que remetem ao LHC (Grande Colisor de Hádrons) e a parábola de Caim e Abel entrou em uma antologia internacional criado pela empresa de tecnologia Intel -o autor é o cruzeirense Alexandre Santos.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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“A Cor dos Seus Olhos”, conto de Alexandre Santos publicado pela Intel

Divulgação

Um conto de ficção científica sobre a cura para todas as doenças com desdobramentos apocalípticos que remetem ao LHC (Grande Colisor de Hádrons) e à parábola de Caim e Abel entrou em uma antologia internacional criado pela empresa de tecnologia Intel -o autor é o cruzeirense Alexandre Santos.

O publicitário teve o conto “A Cor dos Seus Olhos” inserido na coleção “Cautions Dreams and Curiosities” (Cuidados, Sonhos e Curiosidades) por meio do projeto Tomorrow Project Brasil, evento realizado no Brasil pela Fiap (Faculdade de Informática e Administação Paulista), no ano passado.

A iniciativa da multinacional estimula a prática do storytelling (contar histórias) no universo da ficção científica -o objetivo é imaginar o futuro e inovar em processos tecnológicos. Na antologia figuram escritores renomados como Cory Doctorow e Romy Stott, além de quatro brasileiros. Alexandre é o único do Vale do Paraíba.

A sinopse do conto é a seguinte: os personagens vivem após 12 anos da explosão do LHC, uma máquina que descobriu a partícula que cura todas as doenças. Mas, para ser usada, os curados devem ter a cor dos olhos alterada. Um único cientista sobrevivente do desastre (e não vacinado com a tal cura) é investigado por um psiquiatra já vacinado, que descobre um futuro sombrio nas visões do seu paciente.

“Tentei imaginar um mundo onde a humanidade estava acabando em vários contextos, no religioso, no social e até na dignidade de cada indivíduo”, conta Alexandre. “Então, neste cenário, a única diferença relevante que havia sobrado seria exatamente a janela da alma, os olhos”.

Alexandre lembra que uma influência de seu conto é H. P. Lovecraft, escritor americano de ficção científica conhecido por “O Chamado de Cthulhu”. “Foi ele quem me inspirou a criar o monstro que surge nessa história”, avisa.

Sci-fi para a sociedade
Para Alexandre, a decisão de escrever histórias surgiu com o RPG, jogo que depende apenas da imaginação dos participantes para interpretar personagens em quaisquer cenários, inclusive de ficção científica.

“Os jogos podem parecer apenas uma diversão lúdica infantil para os leigos, mas eles são a base para as produções profissionais”, afirma o escritor, que é pós-graduado Design e Marketing Digital.

E como a ficção científica é útil para a nossa sociedade? “A ficção científica é o que nos faz imaginar e olhar para um futuro que desejamos ou evitamos, a sociedade foi moldada com base em histórias e essas histórias que contamos hoje vão moldar as sociedades futuras”.

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