Avaliação dos focos de dengue traça mapa preocupante em Taubaté

Apenas a região central está fora do risco de epidemia da doença

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20152804_dengue_cachoeirapaulista_pmc

Apenas a região central está fora do risco de epidemia da doença

Divulgação/PMC

Um levantamento realizado em julho sobre o índice larvário da dengue, a ADL (Análise de Densidade Larvária), traça os principais focos da dengue em Taubaté. Das seis áreas avaliadas, em 4.371 imóveis, apenas uma área -a região central- está fora do índice de infestação de larvas. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o índice ideal de ‘tranquilidade’ é 1,0 ou menos. O alerta, segundo a Secretaria de Saúde, é para o aumento do índice, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Na área 1, compreendida pelos bairros Jaraguá, Vila São Geraldo, Parque São Luiz, Areão, Mourisco, Vila das Graças, Vila Rica, Estiva, Parque Aeroporto, Village, Portal Mantiqueira, o índice registrado foi de 1,2 contra 1,6. Na região 2, dos bairros Bonfim, Quiririm, Cecap, Santa Tereza, Chácara Flórida, o índice se manteve em 1,1.

Na zona 3, dos bairros Água Quente, Gurilândia, Ana Rosa Parque Urupês, Santa Clara, Shalom, Vila São José, Maria Augusta, São Carlos, o índice passou de 0,9 para 1,2. Na região 4, dos bairros Independência, Jardim das Nações, Santa Luzia, Jabuticabeira, Jardim Humaitá, Bom Conselho, Centro, o índice é abaixo das demais região (de 0,6 para 0,7, neste ano).

Preocupante
A região mais preocupante é a região 5, nos bairros Campos Elíseos, Imaculada, Bosque da Saúde, Jardim América, Terra Nova, Três Marias, Chácara Silvestre, onde o índice larvário saltou de 1,2 para 3,6. Outra região com índice preocupante é a dos bairros Belém, Cidade de Deus, Jardim Paulista, São Gonçalo, Estoril, Barreiro, Cataguá, Marlene Miranda. O índice larvário passou de 1,0 para 2,2.

Alerta
Segundo a coordenadora do CAS (Controle de Animais Sinantrópicos), Daniela Bittencourt, a maioria das residências visitadas pelas equipes estão com alguma situação irregular, propícia para a proliferação do mosquito da dengue. “O índice mostra que devemos redobrar ainda mais a atenção. Estamos em um mês frio e o índice aumentou ainda mais, correndo o risco de uma nova epidemia de dengue”, diz.

Para a coordenadora, o que mais preocupa são os ralos da rede de esgoto e pneus -principais focos. “Algumas pessoas não dão a devida atenção, mas os principais focos estão em ralos, que acumulam água e se tornam criadouro ideal para o mosquito”, explica.

Contato
Se houver suspeita de foco do mosquito, a Secretaria de Saúde disponibiliza um canal para contatar os casos, por meio dos telefones: (12) 3635-4091 ou 3629-6232 ou ainda pelo site da prefeitura.

Publicado em: