Avião de Lula no Pará é esvaziado por risco de incêndio

Um problema no motor impediu a decolagem

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Um problema técnico grave no motor de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) obrigou a evacuação emergencial do avião que transportaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quinta-feira (2), em Belém (PA). O episódio foi revelado pelo próprio presidente durante entrevista à TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará. Lula afirmou que, se a falha tivesse ocorrido no ar, o avião poderia ter pegado fogo.

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“Quando eu estava em terra ainda, tivemos que descer do avião com medo que o avião pegasse fogo”, declarou o presidente. Segundo ele, o problema ocorreu momentos antes da decolagem para a Ilha do Marajó, onde cumpriria agenda oficial. Diante do risco, a equipe presidencial e os tripulantes deixaram a aeronave às pressas, e um outro avião da FAB foi acionado para dar continuidade à viagem.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) não havia informado previamente sobre o incidente. O relato veio à tona somente após a fala do presidente. O modelo da aeronave envolvida no caso não foi oficialmente divulgado, mas sabe-se que a FAB utiliza diferentes aviões para transporte presidencial, entre eles o VC-1A, conhecido como “Aerolula”.

Este não é o primeiro episódio envolvendo falhas técnicas em voos presidenciais durante o atual mandato. Em outubro de 2023, Lula enfrentou uma situação delicada durante viagem ao México. Na ocasião, uma pane obrigou a aeronave a voar em círculos por mais de quatro horas, para queimar combustível antes do pouso — procedimento de segurança necessário em certos modelos para evitar sobrepeso na aterrissagem.

O novo incidente reacendeu discussões internas sobre a necessidade de substituição ou modernização da frota aérea presidencial. Ainda em 2023, após o problema no México, Lula chegou a solicitar ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, um estudo sobre a aquisição de uma nova aeronave. No entanto, segundo informações de bastidores, a proposta não avançou devido ao alto custo envolvido e ao receio de repercussão negativa junto à opinião pública, em meio ao cenário econômico do país.

O episódio levanta preocupações sobre a segurança das autoridades, a confiabilidade da frota da FAB e a transparência do governo na comunicação de falhas técnicas. Embora o incidente tenha sido contornado sem feridos, especialistas em aviação alertam que falhas em solo são preferíveis, mas indicam a necessidade urgente de revisão nos protocolos de manutenção e operação das aeronaves que servem a Presidência da República.

Até o momento, a FAB não se manifestou oficialmente sobre a falha, nem sobre o estado da aeronave que apresentou o defeito.

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