Avibras de Jacareí prorroga pela quinta vez retorno dos funcionários
Segundo sindicato, trabalhadores estão sem receber há mais de três meses


Segundo sindicato, trabalhadores estão sem receber há mais de três meses
Reprodução/Facebook SindMetal/SJC
Por meio de um comunicado interno, a Avibras 2, de Jacareí, informou nesta sexta-feira (27), a prorrogação da licença remunerada dos funcionários até o dia 8 de março, com retorno ao trabalho previsto para o dia 9. Esta é quinta vez que a empresa adia o retorno dos trabalhadores.
A Avibras determinou a licença remunerada em 17 de dezembro, com o retorno ao trabalho no dia 5 de janeiro. A primeira intervenção adiou a licença para o dia 12 de janeiro. Outras duas mudanças adiaram o retorno para o dia 19 e depois para o dia 26 de janeiro.
Em assembleia realizada nesta segunda-feira (23), o diretor do sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Elias Osses, havia informado que a data para o retorno dos trabalhadores ficou definida para 2 de março. Agora, a empresa informa que o prazo foi prorrogado para o dia 9.
Salários atrasados
De acordo com o sindicato, há trabalhadores que estão sem receber há mais de três meses. Na assembleia desta segunda-feira, os funcionários recusaram a proposta da empresa de quitar os salários atrasados até a primeira quinzena de abril. A informação é do outro diretor do sindicato, que também participa da negociação com a Avibras, José Dantas.
Segundo Dantas, além da quitação dos salários, na proposta da empresa está definido o pagamento -em abril- de multa de R$ 15,60 por dia de atraso para cada trabalhador e da primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no valor de R$ 2.500.
“A segunda parcela da PLR ficou para dezembro deste ano”, conta Dantas, que revela uma decisão judicial que determina que a Avibras pague R$ 1 mil por mês de atraso para cada trabalhador.
“Entramos com esse processo sobre o atraso nos pagamentos em 2013 e a Avibras já perdeu. Caso o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas, mantenha a decisão, a empresa já se comprometeu a pagar o valor de R$ 1 mil por mês de atraso para cada trabalhador a partir de agosto deste ano”, conta Dantas.
“O sindicato quer o pagamento imediato dos salários atrasados”, diz Dantas. Na prática, a recusa dos funcionários não altera muita coisa, já que 1.500 trabalhadores estão de licença “remunerada” desde dezembro passado. Ou seja, os empregados continuam sem receber e sem trabalhar.
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