Badminton tem vencedores definidos no segundo dia dos Regionais
No segundo dia de competições dos Jogos Regionais, o badminton teve as suas disputas na manhã desta quinta-feira. A equipe de São José dos Campos chegou na frente, somado 18 pontos. São Sebastião ficou em segundo, com 13 e Jacareí, em terceiro, com 12. Francisco Morato e Caraguatatuba tiveram oito pontos. A raquete faz a […]

No segundo dia de competições dos Jogos Regionais, o badminton teve as suas disputas na manhã desta quinta-feira. A equipe de São José dos Campos chegou na frente, somado 18 pontos. São Sebastião ficou em segundo, com 13 e Jacareí, em terceiro, com 12. Francisco Morato e Caraguatatuba tiveram oito pontos.
A raquete faz a memória buscar a tradicional modalidade disputada com uma bolinha na quadra de ‘tamanho família’. Mas as semelhanças com o esporte-irmão cessam quando o assunto é popularidade e investimento.
Buscando maior projeção, a equipe de badminton São José dos Campos, apoiada pela Prefeitura em parceria com um clube do município, busca desde 2017, quando a modalidade passou a ser oficial nos Jogos Regionais da 2ª Região Esportiva de São Paulo, maior divulgação e reconhecimento.
Na estreia desta edição que é disputada nas cidades de Ilhabela e São Sebastião, as equipes feminina e masculina, lideradas por Rita e Mario Nakahara, estrearam com vitórias sobre Jacareí (mulheres) e Paraibuna (homens). Eles, no entanto, nem precisaram erguer a peteca e suar a camisa, já que levaram o confronto por W.O.
No segundo dia de competições, os joseenses vão encarar Mogi das Cruzes (feminino) e Jacareí (masculino), a partir de 14h, no Ginásio da ETEC/FATEC, em São Sebastião.
São José, primeira e atual campeã dos Regionais, quer novamente provar que a cidade tem crescido na modalidade e tem potencial para criar e lapidar novos talentos. O time também levou o ouro no masculino e a prata no feminino nos Jogos Abertos do Interior do ano passado.
A coordenação da modalidade, que começou a engatinhar em 2013 em São José, acredita que as mídias digitais são os principais canais para ajudar o badminton na procura por novos atletas.
“Vejo que cada vez mais surge interessados por causa das redes sociais. Acho que devido aos Jogos e a divulgação, principalmente em sites especializados, temos conseguido divulgar o badminton na região”, disse Mário Nakahara.
Rita Nakahara também lembra o apoio da Administração na maior exposição do badminton à população joseense. “Após aparecer no site da Prefeitura e nos canais televisivos a modalidade cresceu muito em São José dos Campos, além de uma parceria com uma loja de artigos esportivos que proporciona oficinas e workshops, as pessoas passaram a conhecer a modalidade”, reforçou Rita.
Pedindo por mais incentivo regional à modalidade, tanto estrutural quanto financeiro, Mário Nakahara observa que a peteca tem ganhado força na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e pondera sobre o investimento feito pelo poder público no esporte.
“O nível da modalidade na região melhorou bastante, visto que as prefeituras da região têm incentivado bastante as novas modalidades”, afirmou Nakahara, que também valoriza a entrada do badminton para outros eventos esportivos organizados pelo governo estadual, como os Jogos Escolares.
Futura geração
Uma das integrantes do elenco que desceu a Serra do Mar para os 62º Jogos Regionais é Kelly dos Santos. A baixa estatura e o rosto jovem não deixam esconder a pouca idade, que mesmo assim impressiona pela habilidade já desenvolvida.
Com 15 anos, ela faz parte do grande contingente de jovens esportistas que estão alojados em Ilhabela com o restante da delegação da cidade. Ela iniciou no badminton aos 9 anos e teve que parar por um curto período, três anos depois, devido à falta de incentivo e aos estudos.
Ciente de que, devido aos ‘passos lentos’ dados pela modalidade no cenário nacional talvez tenha que seguir uma carreira fora do badminton, ela lembra a importância do trabalho dos profissionais joseenses envolvidos em ajudar no desenvolvimento. Ela também participou dos Regionais e Abertos do Interior em 2017.
“Em relação aos Jogos Regionais e Abertos deste ano e do ano passado, eu falo por todos quando digo que os profissionais envolvidos estão de parabéns, nota 10, pois tudo que a gente precisa eles ajudam prontamente e estão dispostos a fazer sempre com um sorriso no rosto”, disse Kelly dos Santos.
E mesmo com apenas um dia de competição completado, a jogadora já sentiu que o nível do torneio regional subiu e que, mesmo que lenta, a evolução foi contínua de um ano para o outro.
“Este ano percebi que tem mais atletas e cidades participando dos Jogos, mas nem todos os clubes das cidades tem profissionais com o objetivo de ensinar o esporte”, completou.

Na foto (Divulgação/PMSJC), a equipe joseense em um treinos antes dos Regionais.
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