Bancos sobem e puxam ganhos do Ibovespa

O principal evento do mercado acionário nesta quarta-feira, 28, durou apenas seis minutos. Esse foi o tempo que o Supremo Tribunal Federal (STF) demorou para adiar o julgamento da correção das cadernetas de poupança nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Os papéis dos bancos, que já vinham em alta, tiveram um repique com a notícia e…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O principal evento do mercado acionário nesta quarta-feira, 28, durou apenas seis minutos. Esse foi o tempo que o Supremo Tribunal Federal (STF) demorou para adiar o julgamento da correção das cadernetas de poupança nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Os papéis dos bancos, que já vinham em alta, tiveram um repique com a notícia e levaram a bolsa para as máximas, voltando em seguida. O ritmo seguiu mais fraco depois, mas, na reta final, os preços dos papéis voltaram a ganhar força e garantiram uma alta de quase 1% para a bolsa paulista.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,89%, aos 52.639,75 pontos. Na mínima, registrou 52.009 pontos (-0,32%) e, na máxima, 52.858 pontos (+1,31%). No mês, acumula ganho de 1,96% e, no ano, de 2,20%. O giro financeiro totalizou R$ 5,470 bilhões. Os dados são preliminares.

BB ON avançou 3,37% e foi o destaque do setor financeiro, uma vez que o adiamento é benéfico principalmente aos bancos públicos, os que terão o maior prejuízo em caso de derrota no julgamento do STF. O papel ficou na segunda colocação entre as maiores altas do Ibovespa.

Vale destacar que o adiamento foi por tempo indeterminado. O STF acatou pedido da Procuradoria Geral da República, que acredita ter havido erro em parecer e, a partir de agora, emitirá outro relatório.

Bradesco PN teve variação positiva de 1,02%, Itaú Unibanco PN, de 1,82%, e Santander unit, de 0,66%.

A alta da Bolsa também se sustentou com o desempenho de Petrobras, no dia em que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou o aumento da participação do biodiesel no diesel. Isso alivia o caixa da estatal com importação de derivados do petróleo. Petrobras ON terminou em alta de 0,85% e PN, de 1,20%.

Vale e siderúrgicas, que operaram a sessão toda em queda, melhoraram nos ajustes. Vale ON fechou estável, PNA, em -0,41%, Gerdau PN em -0,07%, Metalúrgica Gerdau PN, em -0,59%, Usiminas PNA, em -1,81%, e CSN ON, em -1,22%.

Em Nova York, a agenda esvaziada deixou o mercado à deriva, sem vigor. O Dow Jones terminou em baixa de 0,25%, aos 16.633,18 pontos, o S&P recuou 0,11%, aos 1.909,78 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,28%, aos 4.225,08 pontos.

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