Banda do Mar será lançado no segundo semestre

Uma parte do mistério começa a ser desvendada. Desde maio, quando Mallu Magalhães usou as redes sociais para contar que estava formando um grupo com o marido Marcelo Camelo e o baterista Fred Ferreira, dos grupos portugueses Buraka Som Sistema e Orelha Negra, fãs das duas metades da laranja se colocaram em alerta. “Hoje, posso contar o que tenho guardado com euforia”, escreveu a cantora. “Nós nos juntamos e fizemos a Banda do Mar. O álbum com as nossas composições sai no segundo semestre, seguido da turnê. Agora preciso aguentar até lá!”

Escrito por: Julio Maria3 min de leitura
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Banda do Mar, a nova banda de Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e o baterista Fred Ferreira (Reprodução/Facebook)

Banda do Mar, novo projeto de Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e Fred Ferreira

Reprodução/Facebook

Uma parte do mistério começa a ser desvendada. Desde maio, quando Mallu Magalhães usou as redes sociais para contar que estava formando um grupo com o marido Marcelo Camelo e o baterista Fred Ferreira, dos grupos portugueses Buraka Som Sistema e Orelha Negra, fãs das duas metades da laranja se colocaram em alerta. “Hoje, posso contar o que tenho guardado com euforia”, escreveu a cantora. “Nós nos juntamos e fizemos a Banda do Mar. O álbum com as nossas composições sai no segundo semestre, seguido da turnê. Agora preciso aguentar até lá!”

A Banda do Mar era um nome bom mas vago, não entregando muito o que poderia ser o novo som da dupla. Agora, duas canções saem também via redes sociais e apontam para uma provável origem do batismo. A Banda do Mar faz, ao menos nas canções liberadas Hey Nana e Mais Ninguém, algo muito influenciado pela surf music. O som é de banda de rock sessentista, sem nada que a sustente além do trio de baixo, guitarra e bateria, com uma linha de baixo gordo, uma bateria a la jovem guarda e uma guitarra de linguagem Dick Dale.

As duas canções são feitas basicamente com a mesma receita. Soam mais os domingos de Mallu do que o inverno dos Hermanos, mais o despudor pop da canção do que qualquer pretensão cerebral. O amor na poesia é leve, ainda que não necessariamente consumado. “Mesmo que não venha mais ninguém, ficamos só eu e você… Fazemos a festa, somos do mundo, sempre fomos bom de conversar”, diz Mallu em Mais Ninguém. “Hey Nana, eu vim aqui pra te falar e te dizer o tanto que eu não pude te dar… Hey Nana, você nunca fez mal nenhum, mas eu sei o tanto que ficou pra trás. Se você não quiser, eu vou te convencer, lá em casa continua todo mundo bem e todos os problemas se antecipam”, canta Marcelo em Hey Nana.

Um bilhete grudado na geladeira da casa dos Camelo diria que a vida vai bem, obrigado. Mallu e Marcelo se completam em seus conceitos, que já haviam se cruzado quando ele produziu Pitanga, o belo e mais recente álbum da cantora, ou quando ela cantou com ele Janta, em 2008. Agora, chegam ao ponto de soarem um, sem que fique visível quem fez o quê. Ela o ajuda a descer dois degraus, ele a ajuda a subir dois, e todos vão sorridentes cantar na praia.

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