Batida no Mundial Sub-17 em 2009, geração de Neymar busca revanche contra suíços
A estreia do Brasil na Copa do Mundo marca a chance de uma geração se vingar do maior algoz. Colegas de seleção desde as categorias de base, Neymar, Philippe Coutinho, Alisson e Casemiro terão a oportunidade de revanche contra parte da equipe suíça que anos atrás, em 2009, foi a responsável por eliminá-los no Mundial Sub-17, em um resultado…

A estreia do Brasil na Copa do Mundo marca a chance de uma geração se vingar do maior algoz. Colegas de seleção desde as categorias de base, Neymar, Philippe Coutinho, Alisson e Casemiro terão a oportunidade de revanche contra parte da equipe suíça que anos atrás, em 2009, foi a responsável por eliminá-los no Mundial Sub-17, em um resultado considerado vexatório na época.
O torneio disputado na Nigéria tinha o Brasil como um dos favoritos. A geração de nascidos em 1992 havia sido campeã sul-americana da categoria e era tida como promissora. Neymar despontava no Santos, Philippe Coutinho já havia sido negociado do Vasco para a Internazionale, Casemiro se destacava no São Paulo e Alisson carregava a expectativa de repetir a trajetória do irmão mais velho, Muriel, também com passagens pela base da seleção.
Todos eram titulares de um time que decepcionou. Na Nigéria, o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, justamente depois de uma derrota para a Suíça. A equipe europeia ganhou por 1 a 0 após uma falha de Alisson e, dali, seguiu rumo ao título. Jogadores como o meia Xhaka, o lateral-direito Rodríguez e o atacante Seferovic participaram daquela campanha e, nove anos depois, vão novamente encontrar o Brasil.
Os suíços conseguiram repetir o feito do quarteto brasileiro e se firmaram em grandes clubes. Xhaka defende o Arsenal, Rodríguez está no Milan e Seferovic, um dos artilheiros do Mundial sub-17 com cinco gols, é jogador do Benfica. Se no Brasil a geração 1992, a de Neymar, é vista com otimismo, a mesma expectativa existe na Suíça, onde a equipe atual se orgulha por ser a única a ter dado ao país um título mundial no futebol.
No cenário comparativo entre 2009 e 2018, um elemento permanece: o favoritismo do Brasil. No papel, a equipe continua mais talentosa e badalada. “Tivemos a experiência de crescer juntos na categoria de base da seleção, de termos essa identificação um com o outro e também com a própria camisa da seleção. Isso nos ajuda nesses momentos. Esperamos continuar escrevendo bem essa história e escrever com o título”, disse o goleiro Alisson.
Os dois principais jogadores do elenco sub-17 de 2009, Neymar e Philippe Coutinho, se conhecem desde o sub-15 da seleção. Já naquela época os dois eram vistos como promessa e chegaram ao torneio na Nigéria como candidatos a estrelas. A equipe estreou com vitória no Japão com gol no último minuto, depois perdeu para o México e, no jogo decisivo, deu adeus ao ser derrotada pela Suíça.
O Brasil se orgulha de ter desenvolvido os jogadores, enquanto que os suíços comemoram a manutenção deles no elenco. A promissora geração campeã em 2009 tinha 13 dos 21 atletas com dupla nacionalidade e, portanto, com possibilidade de defender outro país pela seleção adulta. O êxodo virou um temor depois do título, mas os destaques da campanha permaneceram. Seferovic não optou pela Bósnia-Herzegovina, Rodríguez abriu mão da Espanha e Xhakha não fez como o irmão mais velho, que joga pela Albânia.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
