Bolsa sobe com pesquisa eleitoral e recálculo de planos
Após os ganhos acumulados de 4% na última semana, a Bovespa tinha tudo nesta segunda-feira, 21, para entrar em um processo de realização de lucros. Só que a última pesquisa eleitoral do Instituto Sensus, divulgada no fim de semana, deu ânimo aos investidores ao mostrar empate técnico, no segundo turno, entre os candidatos Dilma Rousseff e…

Após os ganhos acumulados de 4% na última semana, a Bovespa tinha tudo nesta segunda-feira, 21, para entrar em um processo de realização de lucros. Só que a última pesquisa eleitoral do Instituto Sensus, divulgada no fim de semana, deu ânimo aos investidores ao mostrar empate técnico, no segundo turno, entre os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves. Pela manhã, a Bolsa mostrou-se um pouco travada, mas à tarde, passado o exercício de opções sobre ações, ela teve um pouco mais de liberdade para oscilar em alta, favorecida pelas ações de Petrobras e Vale. Na reta final, o setor financeiro reforçou os ganhos, após novo cálculo da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre eventual impacto da correção dos planos econômicos sobre os bancos. No fim, o Ibovespa mostrou alta de 1,09%, aos 57.633,92 pontos. Este é o maior patamar da Bolsa desde 12 de março do ano passado.
Na pesquisa Sensus, divulgada no fim de semana, Dilma Rousseff oscilou de 32,2% das intenções em junho para 31,6% agora. O candidato Aécio Neves foi de 21,5% para 21,1%. Já Eduardo Campos passou de 7,5% para 7,2%. Nas simulações de segundo turno, no cenário com Aécio Neves, o placar fica em 36,3% para Dilma contra 36,2% para o tucano, tecnicamente empatados. Em junho, Dilma tinha 37,8% das intenções contra 32,7% de Aécio, uma diferença de 5,1 pontos porcentuais. Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, também citaram a expectativa com o próximo levantamento do Ibope, que pode sair a partir de amanhã.
No fim da tarde, a Procuradoria Geral da República (PGR) informou que o possível prejuízo para os bancos, caso eles percam a disputa em torno dos planos econômicos e do impacto no saldo da poupança, foi reduzido de R$ 441,7 bilhões para R$ 21,87 bilhões. Isso porque, anteriormente, a PGR havia levado em consideração todo o total do saldo da poupança na época dos planos econômicos. Agora, a instituição considerou apenas a chamada faixa livre de exigências – a dos recursos que não precisam ser obrigatoriamente aplicados no financiamento imobiliário ou no crédito rural.
Neste cenário, o papel ON da Petrobras subiu 1,56% e o PN teve alta de 1,85%, enquanto Vale ON avançou 0,35% e Vale PNA teve ganho de 0,43% – influenciadas diretamente pelo panorama político. Já BB ON (+2,30%), Bradesco PN (+0,80%) e Itaú Unibanco PN (+0,85%) subiram em função do novo cálculo da Procuradoria.
O giro da Bolsa totalizou R$ 10,975 bilhões, sendo R$ 4,399 bilhões ligados ao exercício de opções sobre ações.
Em Nova York, os principais índices de ações fecharam em baixa, em um movimento de aversão ao risco. O Dow Jones cedeu 0,28%, aos 17.051,73 pontos, o S&P 500 teve baixa de 0,23%, aos 1.973,63 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,17%, aos 4.424,70 pontos.
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