Bolsa sobe em NY com expectativa de medidas de estímulo na Europa e na China

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira, 1, recuperando-se das baixas de ontem, com o índice Nasdaq encerrando a sessão na máxima do dia e o Dow Jones e o S&P-500 próximos das máximas. O mercado está na expectativa de que o governo da China adote novas medidas de estímulo à economia, depois da divulgação de indicadores fracos de…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira, 1, recuperando-se das baixas de ontem, com o índice Nasdaq encerrando a sessão na máxima do dia e o Dow Jones e o S&P-500 próximos das máximas. O mercado está na expectativa de que o governo da China adote novas medidas de estímulo à economia, depois da divulgação de indicadores fracos de atividade industrial, ontem à noite, e de que o Banco Central Europeu (BCE) amplie seu programa de relaxamento da política monetária nesta quinta-feira. O mercado também operou na expectativa de discursos da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, amanhã e quinta-feira, e da divulgação dos dados do nível de emprego nos EUA em novembro, na sexta.

“O grande evento da semana será a divulgação do ‘payroll’, na sexta-feira, disse o estrategista Kent Engelke, da Capitol Securities Management.

Dois índices fracos de atividade industrial de gerentes de compras (PMIs) foram divulgados nos EUA: o do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) recuou para 48,6% em novembro, de 50,1 em outubro; economistas previam que ele subisse para 50,5. O PMI da Markit recuou para 52,8 em novembro, de 54,1 em outubro. Já os investimentos em construção cresceram 1,0% em outubro, quando a expectativa era de +0,6%.

Quincy Krosby, da Prudential Financial, observou que os índices do mercado tiveram apenas um leve recuo depois da divulgação dos índices PMI, mas os investidores preferiram ignorar os dados fracos e comprar ações. “Temos dinheiro novo entrando no mercado”, afirmou a estrategista.

Na Ásia, as bolsas subiram depois da divulgação dos dois índices de atividade industrial PMI da China: o da Caixin/Markit subiu para 48,6 em novembro, de 48,3 em outubro. O índice PMI industrial oficial da China (CFLP) recuou para 49,6 em novembro, de 49,8 em outubro. As bolsas europeias fecharam sem direção clara; alguns índices passaram a recuar depois da divulgação dos índices de atividade dos EUA. O PMI industrial da zona do euro alcançou 52,8 em novembro, de 52,3 em outubro; o da Alemanha subiu para 52,9 em novembro, de 52,1 em outubro; o do Reino Unido ficou em 52,7 em novembro, de 55,2 em outubro; o da França ficou em 50,6, mesmo nível de outubro. A taxa de desemprego da zona do euro recuou para 10,7% em novembro, de 10,8% em outubro; e a da Alemanha recuou para 6,3% em novembro, de 6,4% em outubro.

“Que eles vão adotar trajetórias diferentes, o BCE afrouxando e o Fed apertando, é um fato consumado. O que os mercados precisam, agora, é de uma sinalização sobre quão rapidamente esses bancos centrais vão seguir em suas respectivas trajetórias, e quão longe eles vão”, disse o economista Neil Williams, da Hermes Investment Management.

Todos os dez componentes setoriais do S&P-500 fecharam em alta; os que mais subiram foram o de serviços de saúde (+1,7%), o financeiro (+1,3%) e o de tecnologia (+1,1%). Das 30 ações que compõem o Dow Jones, apenas três fecharam em queda (Caterpillar, -1,50%, Apple, -0,81% e DuPont, -0,09%); as que mais subiram foram as do setor de saúde, que haviam caído muito recentemente (Merck, +2,94%, UnitedHealth, +5,15%, e Pfizer, +2,59%).

O índice Dow Jones fechou em alta de 168,43 pontos (0,95%), em 17.888,43 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 47,64 pontos (0,93%), em 5.156,31 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 22,22 pontos (1,07%), em 2.102,63 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

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