Bolsas da Europa desabam após vitória do ‘não’ na Grécia
As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira, 6, em baixas acentuadas, pressionadas pela vitória do “não” no plebiscito deste domingo, embora a onda de vendas tenha sido menor do que a prevista por alguns analistas. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 4,74%, fechando em 378,68 pontos, com as ações bancárias liderando as…

As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira, 6, em baixas acentuadas, pressionadas pela vitória do “não” no plebiscito deste domingo, embora a onda de vendas tenha sido menor do que a prevista por alguns analistas. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 4,74%, fechando em 378,68 pontos, com as ações bancárias liderando as perdas.
A rejeição dos gregos às demandas dos credores internacionais provocou uma forte onda de aversão ao risco no continente, com a percepção que decisão empurraria o país para fora da zona do euro e causaria uma crise no sistema.
No entanto, a sinalização de que o governo grego estaria disposto a voltar a sentar-se à mesa com os credores internacionais e a saída de Yannis Varoufakis do ministério das Finanças estancaram, em parte, as perdas dos mercados europeus.
“Continuamos a viver momentos decisivos. Estamos passando por eles, mas nada parece estar muito definido”, disse o analista da Insight Investment Paul Lambert, explicando que os mercados reagem com medo, mas não com pânico diante da atual situação da Grécia.
As quedas mais acentuadas desta segunda-feira foram observadas nos países que são considerados periféricos na zona do euro, especialmente porque a Bolsa de Atenas segue fechada para evitar forte volatilidade.
Na visão do mercado, Itália, Espanha e Portugal seriam contaminados mais imediatamente com uma eventual saída da Grécia do bloco, principalmente por terem estado envolvidos em crises da dívida em um passado recente.
Desta forma, o índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 4,03%, aos 21.600,72 pontos, na mínima do dia. As ações bancárias foram as mais penalizadas no pregão. Os papéis do Intesa Sanpaolo, cujas negociações chegaram a ser suspensas durante a sessão devido à baixa acentuada, cederam 5,98%. O Monte dei Paschi di Siena perdeu 11,51% e o UniCredit recuou 6,12%.
Também fortemente afetado por bancos, o índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, perdeu 2,22%, encerrando em 10.540,10 pontos. Os papéis do Santander caíram 2,82%, do Bankia cederam 3,73% e do Banco de Sabadell se desvalorizaram 3,00%.
Em Lisboa, todas as ações que compõem o índice PSI-20 terminaram no vermelho. Mais uma vez, os papéis de instituições financeiras se destacaram entre as baixas: o BCP recuou 6,98% e o BPI, 6,17%.
Da mesma forma, os títulos soberanos desses países se desvalorizaram, com um sinal de fuga para investimentos mais seguros. Os rendimentos do bônus de 10 anos da Itália subiam para 2,386% e os da Espanha avançavam para 2,333%. Quando os juros sobem, os preços caem.
Em Paris, o índice CAC-40 cedeu 2,01%, encerrando em 4.711,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX fechou em queda de 1,52%, aos 10.890,63 pontos.
Com a avaliação de que a crise grega afeta menos o Reino Unido, que faz parte da União Europeia, mas não adotou o euro como moeda, a Bolsa de Londres teve uma queda bem mais modesta nesta segunda-feira. O índice FTSE-100 teve baixa de 0,76%, aos 6.535,68 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires
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