Bolsas de NY fecham em alta com estabilização do yuan e dado positivo nos EUA
As Bolsas dos EUA fecharam em alta nesta sexta-feira, 14, encerrando uma semana de oscilações fortes dos principais índices do mercado – como a alta forte de segunda-feira, quando o mercado reagiu a uma aquisição anunciada pela Berkshire Hathaway, e na terça, com a queda forte em reação à desvalorização do yuan chinês. Nesta sexta, a…

As Bolsas dos EUA fecharam em alta nesta sexta-feira, 14, encerrando uma semana de oscilações fortes dos principais índices do mercado – como a alta forte de segunda-feira, quando o mercado reagiu a uma aquisição anunciada pela Berkshire Hathaway, e na terça, com a queda forte em reação à desvalorização do yuan chinês. Nesta sexta, a estabilização do yuan (que subiu 0,16% frente ao dólar) contribuiu para uma sessão mais calma.
Traders disseram que o volume ficou em 5,2 bilhões de ações negociadas, abaixo da média do ano, de 6,5 bilhões de ações por sessão, mas considerado normal para uma sexta-feira de verão. Dos três indicadores divulgados pela manhã, os participantes do mercado focaram o mais positivo deles, o de produção industrial.
O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,2% em julho, em relação a junho, com queda de 0,8% ante julho do ano passado. O núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,3% no mês e recuou 0,6% no ano. Economistas previam que ambos subissem 0,1% em relação a junho.
A produção industrial cresceu 0,6% em julho, quando os analistas previam uma expansão de 0,4%; a taxa de utilização da capacidade subiu 0,3 ponto porcentual, para 78,0%. Economistas previam um crescimento de 0,4% na produção industrial e que a taxa de utilização ficassem em 78,0%.
O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan recuou a 92,9 na pesquisa preliminar de agosto, de 93,1 em julho; economistas previam que ele subisse para 94,0.
“Não dá para minimizar a importância da China”, afirmou Erik Davidson, executivo chefe de investimentos do Wells Fargo Private Bank. Ele disse não estar muito preocupado com o impacto da desvalorização do iene nas ações norte-americanas e que recomendou a seus clientes que continuem investidos nelas. “Estamos dizendo: ‘continue na estrada, não saia dela, mas mantenha o cinto afivelado, porque você poderá enfrentar turbulências”, acrescentou.
Segundo a FactSet, incluindo os resultados de 465 empresas do S&P-500, os lucros das componentes do S&P-500 estão na trajetória para registrar um recuo de 0,7% nos lucros do segundo trimestre (em relação ao mesmo período do ano passado); antes do início da temporada de divulgação dos balanços, a projeção era uma queda de 4,5%.
“Estamos como que dentro de um bolsão de ar neste momento. Não teremos muitos indicadores importantes dentro das próximas quatro semanas; não teremos muitos catalisadores que levem a um novo ponto de inflexão”, disse Brett Mock, da JonesTrading. Outras fontes do mercado lembraram que as empresas têm restrições regulatórias a recomprar ações perto da divulgação de seus informes de resultados; com o fim da temporada de balanços do segundo trimestre, mais companhias deverão fazer recompras – o que o Morgan Stanley teria feito com intensidade nesta semana, de acordo com essas fontes.
Entre os destaques da sessão estavam as ações da Sysco Corp., que subiram 7,42% depois de o investidor Nelson Peltz anunciar que adquiriu uma participação de 7,1% na empresa. As da Nordstrom subiram 4,28%, em reação a seu informe de resultados. As da Micron Technology caíram 4,24%, em dia de conferência da empresa com analistas. Em dia de nova baixa dos preços do petróleo, as ações da Diamond Offshore Drilling caíram 4,54% e as da Marathon Oil recuaram 3,44%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 69,15 pontos (0,40%), em 17.477,40 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 14,68 pontos (0,29%), em 5.048,24 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 8,15 pontos (0,39%), em 2.091,54 pontos.
Na semana, o Dow acumula uma alta de 0,60%, o Nasdaq subiu 0,09% e o S&P-500 ganhou 0,67%. Fonte: Dow Jones Newswires
Posts Relacionados

Momento importante na vida dos pais: a escolha da primeira escola


