Bolsas de NY fecham em alta com Fed e indicadores positivos

As bolsas dos EUA fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, 18, com os índices Nasdaq e Russell-2000 (de ações de pequena capitalização) em níveis recordes. O mercado, que ainda está digerindo o comunicado e as projeções econômicas apresentadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) nesta quarta-feira,…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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As bolsas dos EUA fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, 18, com os índices Nasdaq e Russell-2000 (de ações de pequena capitalização) em níveis recordes. O mercado, que ainda está digerindo o comunicado e as projeções econômicas apresentadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) nesta quarta-feira, reagiu positivamente a indicadores divulgados pela manhã.

O número de novos pedidos de auxílio-desemprego ficou em 267 mil na semana passada, com queda de 12 mil em relação à semana anterior; economistas previam 276 mil pedidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,4% em maio, quando a expectativa era uma alta de 0,5%; o núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,1%, enquanto a expectativa era uma alta de 0,2%. Em comparação com maio do ano passado, o CPI teve variação zero e o núcleo subiu 1,7%. A renda real dos assalariados teve uma redução de 0,1% em maio.

Os EUA tiveram um déficit em conta corrente de US$ 113,3 bilhões no primeiro trimestre; os economistas previam um déficit maior, de US$ 119,8 bilhões. O índice dos indicadores antecedentes da Conference Board subiu 0,7% em maio, quando a expectativa era de +0,3%. O índice de atividade regional do Fed de Filadélfia subiu a 15,2 em junho, de 6,7 em maio; a expectativa era de 8,0.

Brian Fesnke, da ITG, disse que o comunicado do Fed “foi lido positivamente pelos investidores”. Chris Gaffney, do EverBank World Markets, comentou que “apesar de o Fed estar falando sobre o momento da primeira elevação das taxas de juro, Janet Yellen assegurou aos investidores que elas permanecerão baixas por um período prolongado de tempo”. O estrategista Dan Greenhaus, da BTIG, observou que “o Fed não trouxe nada de novo na quarta-feira; não há mais clareza depois da reunião. Mas as projeções, que sugerem que o ritmo das elevações das taxas de juro será lento, foram recebidas como ‘dovish'”.

John Augustine, do Huntington Trust, disse ter ficado surpreso com o fato de o Russell-2000 ter tido um desempenho melhor do que os índices de ações de grande capitalização, um dia depois de as projeções dos dirigentes do Fed incluírem um rebaixamento da expectativa de crescimento do PIB de 2015 para 1,9%. “A movimentação das ações de baixa capitalização indica que o mercado está questionando a avaliação do Fed de que a economia está desacelerando”, acrescentou.

Entre os destaques da sessão estavam as ações da Oracle, que caíram 4,83% depois da divulgação de seu resultado do trimestre março/maio. Em seu dia de estreia, as ações da Fitbit subiram 48,40% em relação ao preço da oferta inicial. Em dia de baixa do dólar diante das principais moedas, as ações do setor de consumo subiram (Kraft Foods, +1,60%, e Nike, +1,19%). As do setor de saúde subiram, em reação aos dados do auxílio-desemprego (UnitedHealth, +0,96%, e Amgen, +2,87%).

O índice Dow Jones fechou em alta de 180,10 pontos (1,00%), em 18.115,84 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 68,07 pontos (1,34%), em 5.132,95 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 20,80 pontos (0,99%), em 2.121,24 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

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