Bolsas de NY fecham em queda, com investidores de olho na Grécia e no Fed

As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira, 6, em queda, após uma sessão cheia de altos e baixos. Os investidores se mostraram preocupados com a situação da Grécia, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) cortou o rating do país de B para B-, mantendo-o em observação para possível novo rebaixamento. Segundo…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira, 6, em queda, após uma sessão cheia de altos e baixos. Os investidores se mostraram preocupados com a situação da Grécia, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) cortou o rating do país de B para B-, mantendo-o em observação para possível novo rebaixamento.

Segundo autoridades gregas, a Grécia poderá ficar sem dinheiro no fim de fevereiro se os credores internacionais não fornecerem recursos extras para o país. O ministro da Economia, George Stathakis, afirmou hoje que a necessidade de fundos até junho é de um valor entre 4 bilhões de euros e 5 bilhões de euros.

“Tivemos fortes altas nesta semana e os investidores não querem manter posições longas. As notícias sobre a Grécia foram um bom gatilho para a realização de lucros”, diz JJ Kinahan, da TD Ameritrade.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,34%, aos 17.824,29 pontos, e o S&P 500 baixou 0,34%, para 2.055,47 pontos. O índice Nasdaq teve retração de 0,43%, aos 4.744,40 pontos. Na semana, porém, o Dow Jones acumulou alta de 3,84%; o S&P 500 subiu 3,03%; e o Nasdaq ganhou 2,36%.

Outro fator que influenciou o comportamento dos investidores hoje foram os dados do mercado de trabalho nos EUA. Os números melhores que o esperado do relatório de empregos divulgado hoje trouxeram de volta as especulações em torno do momento em que se dará o início do ciclo de alta nos juros americanos. Taxas mais elevadas reduzem a atratividade das ações.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o país criou 257 mil empregos em janeiro, mais que a previsão de 237 mil vagas feita pelos analistas.

O presidente do Fed de Filadélfia, Charles Plosser, disse que preferiria elevar as taxas de juro mais cedo, e não mais tarde. Já o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, destacou que o crescimento da economia dos EUA é vigoroso o suficiente para justificar uma elevação das taxas de juro no segundo semestre, embora continue preocupado com a inflação baixa e com um crescimento lento dos salários.

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