Bolsas de NY sobem após ata dizer que Fed ‘pode muito bem’ subir juro em dezembro

A Bolsa de Nova York fechou em alta forte nesta quarta-feira, 18, com os principais índices do mercado acelerando seus ganhos nas últimas duas horas da sessão, depois de o Federal Reserve (Fed) divulgar a ata de sua última reunião de política monetária, realizada em outubro. A ata diz que “a maioria dos participantes antecipava que, com base em…

Escrito por: Conteúdo Estadão4 min de leitura
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A Bolsa de Nova York fechou em alta forte nesta quarta-feira, 18, com os principais índices do mercado acelerando seus ganhos nas últimas duas horas da sessão, depois de o Federal Reserve (Fed) divulgar a ata de sua última reunião de política monetária, realizada em outubro. A ata diz que “a maioria dos participantes antecipava que, com base em sua avaliação da situação econômica corrente e de sua perspectiva para a atividade econômica, o mercado de mão de obra e a inflação, essas condições poderiam muito bem ser alcançadas por ocasião da próxima reunião”.

O mercado já operava em alta desde a manhã, quando o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, reforçou uma primeira elevação das taxas de juro em dezembro ao dizer que se sente confortável com a ideia de começar a elevar as taxas de juro mais cedo e que quanto mais o Fed esperar, mais agressivamente ele terá de agir no futuro. William Dudley, do Fed de Nova York, Dennis Lockhart, do Fed de Atlanta, e Loretta Mester, do Fed de Cleveland, fizeram declarações semelhantes durante uma conferência em Nova York.

O único indicador divulgado nos EUA nesta quarta-feira saiu fraco. O Departamento do Comércio informou que o número de construções de moradias iniciadas caiu 11% em outubro, para a média anualizada de 1,06 milhão de unidades; o número de construções de casas iniciadas caiu 2,4%; o de apartamentos caiu 25,1%. O número de permissões para novas construções teve um crescimento de 4,1% em outubro, para a média anualizada de 1,15 milhão de unidades. Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam que o número de construções ficasse em 1,16 milhão de unidades (-4,1% em relação ao 1,21 milhão de setembro) e que o número de permissões subisse para 1,14 milhão de unidades (+3,6% em relação ao 1,1 milhão de setembro).

Todas as 30 componentes do Dow Jones fecharam em alta. As ações do setor financeiro estavam entre as que mais subiram, já que a elevação das taxas de juro tende a fortalecer os lucros dos bancos, já que eles poderão ampliar a diferença entre o que cobram por empréstimos e o que pagam por depósitos (Goldman Sachs, +1,62%, JPMorgan, Chase +2,00%, e Visa, +2,07%). As ações do setor de energia subiram, acompanhando a alta dos preços do petróleo (Chevron, +1,30%, ExxonMobil, +0,98%, e Consol Energy, +7,66%)

Entre os destaques da sessão estavam as ações da Apple, que subiram 3,17% depois de o Goldman Sachs acrescentar a empresa à sua lista de “comprar com convicção”. As da Citrix Systems caíram 10,05%, depois de a empresa anunciar que vai separar sua unidade GoTo, que será uma companhia de capital aberto. As ações da Airgas, que haviam subido 29,36% ontem, em reação ao anúncio de que ela será adquirida pela francesa Air Liquide, subiram 1,15%.

No setor ferroviário, as ações da Norfolk Southern subiram 6,35% e as da Canadian Pacific avançaram 5,82%, depois do anúncio de que as duas empresas estudam uma fusão. As da Qualcomm caíram 9,40%, em reação à notícia de que a empresa está sendo processada na Coreia do Sul com base na legislação antitruste. As ações dos setores de saúde e farmacêutico também subiram (UnitedHealth, +2,50%, Pfizer, +1,34%, e Biogen +4,47%). No setor de comércio varejista, as ações da Target caíram 4,29%, em reação a seu informe de resultados; as da Staples caíram 2,73%.

O índice Dow Jones fechou em alta de 247,66 pontos (1,42%), em 17.737,16 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 89,18 pontos (1,79%), em 5.075,20 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 33,14 pontos (1,62%), em 2.083,58 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

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