Bolsas dos EUA fecham em alta com elevação de juro
As bolsas dos EUA fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, 16, depois de o Federal Reserve (Fed) elevar sua taxa de juros de curto prazo da faixa de zero a 0,25% para a de 0,25% a 0,50% e sinalizar que o ritmo de elevações será “gradual”, como era amplamente esperado pelos participantes do mercado. Os principais…

As bolsas dos EUA fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, 16, depois de o Federal Reserve (Fed) elevar sua taxa de juros de curto prazo da faixa de zero a 0,25% para a de 0,25% a 0,50% e sinalizar que o ritmo de elevações será “gradual”, como era amplamente esperado pelos participantes do mercado. Os principais índices reduziram suas altas logo depois do anúncio da decisão do Fed, mas aceleraram suas altas depois disso.
Com a alta de hoje, o índice S&P-500 voltou a acumular ganhos desde o começo do ano. Nove dos dez componentes setoriais do S&P-500 fecharam em alta, com destaque para os de utilidades públicas (+2,67%), telecomunicações (+2,14%), bens de consumo essenciais (+2,10%), indústrias (+1,97%) e o financeiro (+1,75%). Em dia de queda dos preços do petróleo, o componente de energia recuou 0,42%. Das 30 componentes do Dow Jones, apenas duas ações recuaram (DuPont, -0,41%, e ExxonMobil, -0,35%).
“O Fed conseguiu articular com sucesso uma elevação das taxas de juro que é vista como ‘dovish’. O destaque dado à trajetória gradual das elevações das taxas de juro e o anúncio de que cada decisão dependerá de indicadores estão sendo comemorados pelos mercados. Estamos vendo um pouco mais de apetite por risco”, comentou Tony Bedikian, do Citizens Bank.
Para a estrategista Kristina Hooper, da Allianz Global Investors, “apesar de o Fed ter elevado as taxas de juro, elas permanecem em níveis artificialmente baixos e os setores que pagam dividendos altos, como utilidades públicas, telecomunicações, continuarão a ter um bom desempenho”.
“Fiquei aliviado pelo fato de a primeira elevação das taxas de juro estar fora do caminho. O aperto do Fed será muito lento, porque ele sinalizou que está olhando para uma variedade ampla de fatores. É difícil ver os juros subindo significativamente”, disse Gary Pollack, da unidade de wealth management do Deutsche Bank.
Os indicadores divulgados pela manhã nos EUA saíram mistos. O número de construções de moradias iniciadas cresceu 10,5% em novembro, para a média anualizada de 1,173 milhão de unidades, após queda de 12% em outubro. O número de permissões para novas construções cresceu 11,0%, para a média anualizada de 1,289 milhão de unidades. Economistas previam que o número de novas construções ficasse em 1,14 milhão e que o número de permissões ficasse em 1,15 milhão.
A produção industrial dos EUA caiu pelo terceiro mês consecutivo em novembro, com recuo de 0,6%, maior queda desde março de 2012; a contração de outubro foi revisada para 0,4%, de 0,2% no informe preliminar. A taxa de utilização da capacidade caiu a 77,0% em novembro, de 77,5% em outubro. A expectativa para novembro era um recuo de 0,2% na produção industrial e uma taxa de utilização de 77,4%. O índice de atividade industrial dos gerentes de compras (PMI) da Markit ficou em 51,3 na pesquisa preliminar de dezembro, de 52,8 em novembro; economistas previam que o índice recuasse para 52,6.
Investidores estrangeiros reduziram suas posições em títulos norte-americanos de longo prazo em US$ 50,2 bilhões em outubro; as vendas líquidas por investidores estrangeiros privados foram de US$ 32,6 bilhões e as de instituições oficiais estrangeiras somaram US$ 17,6 bilhões.
As ações do setor de energia caíram, em reação à baixa dos preços do petróleo (Southwestern Energy, -4,8%, Marathon Oil, -3,3%, e Baker Hughes, -2,8%). As do setor financeiro subiram, em reação à decisão do Fed (Goldman Sachs, +2,31%, e JPMorgan Chase, +2,16%).
Entre os destaques da sessão estavam as ações da First Solar (+9,68%), com a perspectiva de um acordo no Congresso dos EUA para uma prorrogação dos créditos fiscais para o setor; as da Global Payments caíram 8,02%, depois de a empresa anunciar um acordo para a aquisição da Heartland Payment Systems (+11,60%). No setor farmacêutico, as ações da Valeant subiram 8,10%, apesar de a empresa rebaixar sua previsão de lucros para o quarto trimestre; as da Amgen subiram 1,21%, depois de a empresa anunciar dividendos. Entre as ações de empresas que divulgariam resultados depois do fechamento, os destaques foram FedEx (+2,86%) e Oracle (+1,83%).
O estrategista J.J. Kinahan, da TD Securities, advertiu que a volatilidade deverá crescer nas próximas duas sessões, já que sexta-feira é dia de “quadruple witching”, o vencimento simultâneo de opções e de contratos futuros de ações e de índices.
O índice Dow Jones fechou em alta de 224,18 pontos (1,28%), em 17.749,09 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 75,77 pontos (1,52%), em 5.071,13 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 29,66 pontos (1,45%), em 2.073,07 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires
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