Bolsonaro confirma que Onyx Lorenzoni assumirá Secretaria-Geral, mas nega reforma ministerial
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta segunda-feira (8) que o ministro Onyx Lorenzoni será deslocado nas próximas semanas do comando da Cidadania para a Secretaria-Geral da Presidência. Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente disse que a alteração é a única mudança que ele pretende fazer…

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta segunda-feira (8) que o ministro Onyx Lorenzoni será deslocado nas próximas semanas do comando da Cidadania para a Secretaria-Geral da Presidência.
Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente disse que a alteração é a única mudança que ele pretende fazer neste momento na Esplanada dos Ministérios e que não prepara uma reforma ministerial para o início deste ano.
O deslocamento de Onyx para a Secretaria-Geral foi noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo no mês passado. Apesar da negativa de Bolsonaro, o presidente negocia com o bloco do centrão, sua base de sustentação no Congresso, alterações a conta-gotas em sua equipe ministerial até o final do segundo trimestre.
“Eu tenho um ministério vago, que é a Secretaria-Geral, que a previsão é trazer o Onyx para cá e colocar outra pessoa para a Cidadania. É isso que está previsto agora. Ele [Onyx] vai para a Secretaria-Geral”, disse.
A previsão é de que o presidente nomeie para a Cidadania um deputado federal do Republicanos, partido que integra o centrão. Na entrevista, ele disse que seu relacionamento com o bloco partidário é harmônico, mas negou que entregará o comando de bancos do governo para o grupo.
No sábado (6), o jornal Folha de S.Paulo mostrou que deputados do centrão estão pressionando o presidente por cargos na direção do Banco do Brasil e da Casa da Moeda. Os postos são a fatura do bloco partidário pela eleição de Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara dos Deputados.
“Não existe isso aí [reforma ministerial]. O Parlamento tem responsabilidade, sabe como está o Brasil. Não é hora de trocar ninguém agora por interesse político”, afirmou. “Não tem nada disso [reforma ministerial]”, acrescentou.
O presidente negou ainda que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, será trocado e acrescentou que ele ajudou no processo de envio de vacinas ao Brasil pela Índia contra o coronavírus.
“O relacionamento com o centrão está bem, sem problema nenhum. Não dei nenhum ministério a eles”, afirmou.
Bolsonaro afirmou ainda que deve definir no próximo mês a que partido se filiará e ressaltou que tem conversado com o Patriotas. Perguntado sobre a relação turbulenta com o vice-presidente, Hamilton Mourão, ele disse que está “tudo bem”.
No final da entrevista, o presidente desejou boa sorte ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ). Desafeto político de Bolsonaro, Maia disse que deixará o DEM e avalia se filiar ao PSDB, do governador de São Paulo, João Doria.
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