Brasil e Paraguai em tensão por suposta espionagem

Operação teria sido autorizada no governo Bolsonaro

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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Uma suposta ação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra o Paraguai teria sido uma medida de contraespionagem, segundo fontes da própria agência. Funcionários afirmam que o país vizinho iniciou investigações sobre o Brasil durante as negociações das tarifas da usina de Itaipu, o que teria motivado a resposta brasileira.

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Interlocutores do Itamaraty indicam que essa movimentação paraguaia ocorreu em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro, quando começaram as discussões para a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu. O documento, que define a divisão da energia da usina, deveria ter sido renegociado em 2023, mas segue sem acordo.

Servidores da Abin sustentam que ações desse tipo são comuns entre agências de inteligência ao redor do mundo. Eles citam, por exemplo, o caso de 2015, quando os Estados Unidos grampearam o telefone da então presidente Dilma Rousseff, episódio revelado pelo WikiLeaks.

A denúncia sobre a suposta espionagem brasileira foi publicada pelo portal UOL na última segunda-feira (31). No dia seguinte, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o vazamento do depoimento de um servidor da Abin que teria revelado a operação.

O Ministério das Relações Exteriores nega qualquer ação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva nesse sentido, mas confirmou que uma autorização para a operação foi dada durante o governo Bolsonaro, em junho de 2022. Essa decisão teria sido anulada em março de 2023, já na nova gestão.

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O governo do Paraguai solicitou esclarecimentos ao Brasil e aguarda uma resposta oficial.

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