André Mendonça dá “carta branca” à PF no caso Master

Novo relator no Supremo promete condução rigorosa

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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O novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para atuar nas investigações relacionadas ao banco.

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Segundo relatos, Mendonça também disse considerar o processo como o mais relevante de sua trajetória na Corte e que ele deve marcar sua biografia. Por esse motivo, pretende conduzi-lo “com extrema correção”, buscando afastar questionamentos sobre a lisura dos procedimentos.

A sinalização foi interpretada nos bastidores como um gesto de plena liberdade de atuação à Polícia Federal (PF), após embates envolvendo o agora ex-relator do caso, ministro Dias Toffoli.

Toffoli havia imposto restrições ao trabalho da corporação, determinando que o material apreendido em uma das operações permanecesse sob guarda de seu gabinete e que apenas peritos por ele designados pudessem analisá-lo. A decisão gerou críticas internas e tensionou a relação entre o STF e a PF.

Nos bastidores da Corte, a atuação da Polícia Federal também foi alvo de questionamentos por parte do ministro Alexandre de Moraes. Em reunião reservada que culminou no afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master, coube a Moraes expressar críticas ao órgão.

De acordo com relatos, o ministro teria afirmado que alertou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de que, caso surgisse qualquer achado envolvendo autoridade com prerrogativa de foro, a investigação não poderia prosseguir sem comunicação ao Supremo. Segundo essa versão, se tal procedimento não foi observado, isso configuraria um “papel sujo” da corporação, o que poderia levar à anulação da investigação.

Moraes está no centro das atenções no contexto do caso em razão de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa e o banco Master — fato que ampliou a repercussão política e jurídica do processo.

Com a mudança na relatoria, o caso entra em uma nova fase no STF, marcada pela promessa de autonomia à Polícia Federal e pela tentativa de reequilibrar as tensões institucionais que emergiram ao longo das investigações.

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