André Mendonça mantém prisão do “Careca do INSS”
Ministro alega que soltura poderia atrapalhar investigações

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu manter a prisão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A decisão, de caráter sigiloso, foi tomada nesta segunda-feira (26) e acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa.
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Na decisão, Mendonça destacou que a soltura do investigado poderia representar risco à ordem pública, uma vez que há possibilidade de reiteração criminosa e de interferência nas investigações em andamento. O entendimento do ministro segue a posição da PGR, que apontou a necessidade de manutenção da prisão preventiva.
Em outro despacho relacionado ao caso, o ministro também negou um pedido da defesa para o desbloqueio de recursos financeiros. Os advogados alegavam que os valores seriam utilizados para o pagamento de dívidas trabalhistas de funcionários das empresas ligadas ao lobista, mas o pedido foi rejeitado.
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado pelas investigações como um dos operadores de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas do INSS. Ele está preso desde setembro do ano passado, no âmbito de apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Procurada, a defesa afirmou que a prisão “não preenche os requisitos legais” e argumentou que não há risco de fuga nem de obstrução das investigações. Segundo os advogados, todo o patrimônio do lobista está bloqueado e as atividades de suas empresas foram encerradas.
“A defesa, inclusive, indicou bens para bloqueio que não eram de conhecimento das autoridades, demonstrando uma postura colaborativa”, afirmaram em nota.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto as investigações continuam em andamento.
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