Anvisa quer discutir futuro do cigarro eletrônico no país

Mais de 100 países permitem comercialização do produto

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) marcou para a próxima sexta-feira (1), a reunião pública que discutirá o futuro do cigarro eletrônico no país. O dispositivo é proibido no Brasil por uma portaria da própria Anvisa de 2009. Agora, porém, a resolução da agência regulatória está em processo de revisão.

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No Brasil, a proibição nunca inibiu o uso do cigarro eletrônico, pelo contrário, o número de consumidores só cresce. De acordo com a pesquisa realizada pelo Ipec em 2022, existem cerca de 2,2 milhões de consumidores regulares de cigarros eletrônicos no Brasil e todos eles estão à mercê de um mercado ilegal sem conhecer a procedência dos ingredientes ou seus riscos.

Centenas de estudos também já dão conta que os vapes podem ser uma ferramenta para a saúde pública. Um estudo encomendado pelo governo inglês e divulgado pela Universidade King’s College London, em 2022, revisou mais de 400 publicações científicas e mostrou que os cigarros eletrônicos são 95% menos prejudiciais que os convencionais. No Brasil, as pesquisas com dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas.

Hoje, mais de 100 países já permitem a comercialização deste produto. Um deles é a Suécia, que já está colhendo os frutos por ter adotado o cigarro eletrônico como ferramenta para redução de danos do tabaco. O país, com quase 5% de fumantes, está próximo a se tornar o primeiro da Europa livre do fumo e as taxas de morte relacionadas ao tabaco caíram 44%.

Para o dia da reunião na Anvisa, está prevista uma manifestação de consumidores que visam pressionar as autoridades por uma regulamentação adequada e segura dos cigarros eletrônicos. “A presença dos consumidores nesse ambiente de conversa democrático é extremamente importante”, afirma Lucian.

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