Banco Central liquida Will Bank e soma seis instituições fechadas no caso Master

Como ficam os clientes do banco após a liquidação?

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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No desdobramento do chamado caso Master, o Banco Central (BC) já decretou a liquidação extrajudicial de seis instituições financeiras desde novembro de 2025. A mais recente decisão foi anunciada nesta quarta-feira (21), com a liquidação da Will S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank.

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Integram a lista de instituições liquidadas até o momento:

Banco Master S/A, em novembro de 2025;

Banco Master de Investimento S/A, em novembro de 2025;

Banco Letsbank S/A, em novembro de 2025;

Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, em novembro de 2025;

Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., em janeiro de 2026;

Will S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank), em janeiro de 2026.

A primeira etapa do processo ocorreu em 18 de novembro de 2025, quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial de parte do conglomerado do Banco Master. Já em 15 de janeiro de 2026, foi a vez da Reag Trust, após a autoridade monetária informar ao Tribunal de Contas da União (TCU) que fundos administrados pela instituição haviam estruturado operações consideradas fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024.

Segundo o BC, essas operações estavam em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional e apresentavam falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez.

Liquidação do Will Bank

Menos de uma semana após a liquidação da Reag Trust, o Banco Central decidiu liquidar o Will Bank. De acordo com a autoridade monetária, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, pela constatação de insolvência e pelo vínculo de interesse com o Banco Master S.A., que já estava sob liquidação extrajudicial.

Também pesou na decisão o descumprimento da grade de pagamentos com o arranjo da Mastercard, ocorrido em 19 de janeiro de 2026. Na véspera da liquidação, a bandeira já havia suspendido o uso dos cartões do Will Bank, que agora serão definitivamente cancelados.

Impacto para clientes e atuação do FGC

Segundo dados divulgados pela própria instituição, o Will Bank possuía cerca de 12 milhões de clientes, com operações que envolviam cartões de crédito, empréstimos e investimentos. No último ano, a fintech movimentou aproximadamente R$ 7,5 bilhões e mantinha cerca de 1,1 mil funcionários.

Os recursos aplicados pelos clientes estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante depósitos e investimentos financeiros até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. A estimativa é que a liquidação do Will Bank possa gerar um impacto de até R$ 6,5 bilhões ao fundo, valor correspondente aos depósitos a prazo registrados em setembro de 2025, segundo dados do IFData, do Banco Central.

Ainda não há um valor definitivo sobre o total que será desembolsado pelo FGC, já que a cobertura se limita ao teto estabelecido. Clientes com valores superiores a R$ 250 mil poderão enfrentar um processo mais longo para eventual ressarcimento do montante excedente, que depende da conclusão da liquidação da instituição.

O caso do Will Bank se soma ao maior resgate da história do FGC, relacionado à liquidação do Banco Master, que pode alcançar cerca de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente 800 mil investidores.

Especialistas alertam que, embora o FGC seja uma proteção importante, o mecanismo não elimina riscos e pode envolver prazos prolongados para ressarcimento, reforçando a necessidade de diversificação e análise cuidadosa dos investimentos.

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