Brasil enfrenta pior estiagem em 75 anos, impactando grandes áreas do país

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou dados alarmantes sobre a atual seca no Brasil, considerada a mais grave dos últimos 75 anos. O país está enfrentando a menor taxa de precipitação já registrada desde janeiro, com uma área de 217.792 km2 afetada pela falta de chuvas. Desta área, aproximadamente um terço […]

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou dados alarmantes sobre a atual seca no Brasil, considerada a mais grave dos últimos 75 anos. O país está enfrentando a menor taxa de precipitação já registrada desde janeiro, com uma área de 217.792 km2 afetada pela falta de chuvas. Desta área, aproximadamente um terço está classificado como estado de seca severa. Os estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas, Tocantins e Mato Grosso do Sul são alguns dos mais atingidos pela estiagem.

A situação é agravada pelas queimadas, que têm devastado áreas de vegetação nativa e florestas. De janeiro a setembro de 2024, a área queimada no Brasil cresceu 150% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo um total de 22,38 milhões de hectares, concentrados principalmente na região amazônica. Municípios como São Félix do Xingu, Altamira, Corumbá, Novo Progresso e Apuí estão entre os que mais registraram focos de calor.

Em resposta, o governo está tomando medidas para responsabilizar os envolvidos. A Polícia Federal abriu 31 inquéritos e o Ibama realizou 127 ações de fiscalização, resultando em multas que totalizam R$ 458,35 milhões. O ICMBio também alertou que o uso de fogo está proibido na maior parte do país, e que incendiar áreas protegidas é considerado um crime passível de prisão.

As queimadas tiveram um impacto significativo em diferentes biomas. O Cerrado e o Pantanal foram duramente afetados, enquanto na Mata Atlântica, 71% das queimadas ocorreram em áreas agropecuárias, especialmente em plantações de cana-de-açúcar. Por outro lado, a região do Pampa registrou a menor área queimada dos últimos três anos, devido à maior umidade local.

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