Cães e gatos podem entrar para o Censo
Proposta é analisada na Câmara dos Deputados

Nesta segunda-feira (28), a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o texto que determina a inclusão da contagem de cachorros e gatos no Censo Demográfico domiciliar, ou seja, o levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votada pelo plenário da casa.
O deputado Nilto Tatto (PT-SP), relator do projeto, pediu a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. “Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos”, alegou.
O autor da proposta, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças.
Até o momento, no país, não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos têm no país. Institutos e associações do setor pet fazem contagem para amparar o setor.
De acordo com o Censo Pet IPB, o levantamento anual da população de animais de estimação encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação. Houve um aumento de 3,7% comparando com os 144,3 milhões do ano anterior.
No Brasil, são 58,1 milhões de cães, 41 milhões de aves canoras, gatos são 27,1 milhões e, por fim, vem os peixes com 20,8 milhões.
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