Câmara de SP aprova bônus de R$ 16 mil para servidores
Sem discussão em plenário, os vereadores de São Paulo aprovaram um reajuste da gratificação especial para os servidores do Legislativo de até R$ 16 mil, que beneficia 145 funcionários de elite. Segundo a Câmara Municipal, a medida tem por base o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as gratificações não são consideradas no…

Sem discussão em plenário, os vereadores de São Paulo aprovaram um reajuste da gratificação especial para os servidores do Legislativo de até R$ 16 mil, que beneficia 145 funcionários de elite. Segundo a Câmara Municipal, a medida tem por base o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as gratificações não são consideradas no cálculo do teto do funcionalismo público. Na prática, eles receberão remunerações de até R$ 40 mil.
O atual presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), havia adotado discurso de acabar com os chamados “supersalários” do Legislativo. Procurada, a assessoria de imprensa do vereador informou que ele não comentaria a votação.
A aprovação foi revelada pela Rádio CBN. O texto havia sido aprovado por 31 votos a favor e 8 contrários. A medida estava na última página de um projeto de lei aprovado na quarta-feira passada que já instituía uma série de benefícios para os servidores do Legislativo Municipal – que tem orçamento anual de R$ 500 milhões.
O “pacotão” incluiu um auxílio-saúde de até R$ 1.079, por meio de reembolso, para os 55 vereadores paulistanos (que têm um salário mensal de R$ 18 mil). Além desse benefício, os funcionários da Casa também tiveram direito a auxílio creche, de R$ 573,45.
Custos
Somente esses dois bônus já iriam causar uma despesa extra de R$ 38 milhões para os cofres públicos. Essa nova leva de benefícios vai custar outros R$ 5,6 milhões – R$ 4,5 milhões neste ano. Assim, esse projeto criou gastos totais de R$ 43,6 milhões à cidade. A “caça” aos supersalários defendida por Leite em seus discursos teria rendido economia de R$ 20 milhões, segundo informações da assessoria do vereador.
O texto aprovado reajustou gratificações já existentes, criadas pela Câmara a partir de 2003, em até 77%.
Os valores são pagos para servidores de carreira, concursados (que trabalham na administração da Casa, não nos gabinetes dos vereadores), e exercem funções de chefia. Os valores variam de acordo com o tipo de chefia exercida.
São quatro faixas de gratificação. Na primeira, o aumento é de R$ 2.528,56 para 2.856,40. Na segunda faixa, de R$ 5.057,16 para R$ 6.232,15. Na terceira, o aumento é de R$ 7.585,70 para R$ 12.074,79. Já na quarta, por fim, o valor cresce de R$ 10.114,26 para R$ 16.186,277. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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