Caso Cão Orelha: Polícia investiga coação e busca adolescentes

Operação em Florianópolis cumpre mandados de busca contra quatro menores suspeitos

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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A investigação sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, avançou nesta segunda-feira (26) com uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina. A ação buscou colher provas tecnológicas e investigar uma rede de proteção e coação que teria se formado em torno dos suspeitos.

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Os Alvos da Investigação

O delegado-geral Ulisses Gabriel detalhou a complexidade do caso, que envolve menores de idade e adultos:

Adolescentes: Quatro jovens são suspeitos de praticar as agressões. Dois foram alvo de buscas em SC, enquanto os outros dois estão nos Estados Unidos em uma viagem que seria pré-programada.

Coação e Ameaças: A polícia investiga três adultos por tentativa de obstruir a justiça. Entre eles, um pai de um dos jovens e um policial civil, suspeitos de coagir testemunhas.

Busca por Armas: Um dos mandados visava localizar uma arma de fogo que teria sido usada para ameaçar quem denunciou o crime. O objeto não foi encontrado, mas aparelhos eletrônicos foram apreendidos.

Crueldade e Indignação

Orelha, um animal dócil cuidado pela comunidade há 10 anos, foi encontrado com graves ferimentos na cabeça e precisou passar por eutanásia. Além deste crime, o grupo é investigado por um segundo episódio de maus-tratos contra um cão caramelo, que foi jogado ao mar à força, mas conseguiu sobreviver.

Reação das Autoridades

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que as provas do processo são “de embrulhar o estômago” e que determinou prioridade total no caso. Se confirmada a autoria, os adolescentes responderão junto à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.

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