Escândalo Banco Master: Contrato com escritório de Lewandowski sob suspeita
Pagamentos de R$ 250 mil mensais continuaram após o ex-ministro assumir o Ministério da Justiça

O Banco Master está no centro de uma nova polêmica envolvendo figuras do alto escalão do governo federal. Segundo apuração, a instituição manteve um contrato de “consultoria jurídica estratégica” com o escritório de advocacia ligado ao ex-ministro Ricardo Lewandowski, mesmo após ele assumir o Ministério da Justiça no governo Lula.
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Detalhes dos Pagamentos
O acordo, firmado em agosto de 2023, previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e permaneceu ativo por quase dois anos após a posse de Lewandowski no ministério.
• Volume Financeiro: No total, o escritório recebeu cerca de R$ 6,5 milhões, dos quais R$ 5,25 milhões foram pagos quando Lewandowski já integrava o governo.
• Articulação: A contratação teria ocorrido a pedido de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que também teria indicado Guido Mantega ao banco.
• Atuação: Apesar das cifras milionárias, Lewandowski teria participado de apenas duas reuniões do comitê estratégico durante todo o período.
• Sucessão: O ex-ministro deixou formalmente a sociedade em janeiro de 2024, quando o escritório passou a ser comandado por seus filhos.
Cenário de Crise
A revelação amplia a pressão sobre o governo e sobre o dono do banco, Daniel Vorcaro. Recentemente, o presidente Lula subiu o tom em discurso público, acusando Vorcaro de provocar um rombo estimado em R$ 40 bilhões, citando “falta de vergonha” na condução do caso. Além disso, registros indicam que Vorcaro participou de reuniões fora da agenda oficial no Palácio do Planalto enquanto o Banco Central já investigava pagamentos a consultores políticos.
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