Febre do Nilo Ocidental: o que é a doença que voltou a preocupar o Brasil

São Paulo confirmou os primeiros casos humanos da doença em 2026; ao todo, país tem quatro casos confirmados e uma morte registrada em Santa Catarina

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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A confirmação dos primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental em São Paulo colocou novamente a doença no radar das autoridades de saúde. Em 2026, o Brasil já contabiliza quatro casos confirmados: dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba (SC), em um caso que teve a doença como causa, segundo as autoridades estaduais. Há ainda um caso provável em investigação no Piauí.

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Em São Paulo, os casos confirmados envolvem uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, que se recuperou, e uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que estava internada. Os locais prováveis de infecção estão sendo investigados.

Apesar da repercussão, especialistas ressaltam que não há motivo para pânico. A doença é conhecida no Brasil e os casos humanos continuam sendo considerados incomuns. O Ministério da Saúde mantém o monitoramento epidemiológico e laboratorial em conjunto com estados e municípios.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um arbovírus da mesma família de outros vírus que provocam doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O principal transmissor é o mosquito do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo. O ciclo da doença envolve principalmente aves: o mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e posteriormente pode transmitir o vírus ao picar pessoas ou outros animais.

Importante: pessoas infectadas não são consideradas fonte habitual de transmissão para outras pessoas. Humanos e cavalos são hospedeiros acidentais e não participam de forma significativa do ciclo de transmissão.

Quais são os sintomas?

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, podem incluir:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • cansaço;
  • náusea e vômitos;
  • manchas na pele;
  • aumento dos gânglios linfáticos.

Na maioria dos casos sintomáticos, o quadro é leve. Entretanto, uma pequena parcela dos infectados pode desenvolver uma forma grave da doença, com comprometimento do sistema nervoso, incluindo encefalite e meningite.

Entre os sinais de maior gravidade estão confusão mental, tremores, fraqueza muscular, rigidez na nuca e outros sintomas neurológicos, que exigem atendimento médico imediato.

Existe tratamento?

Atualmente, não existe vacina para humanos nem tratamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é feito de acordo com os sintomas e a gravidade do quadro, com suporte médico para os pacientes que apresentam complicações.

Por isso, a prevenção continua sendo a principal forma de reduzir o risco de infecção.

Como se proteger?

As medidas são semelhantes às utilizadas no combate a outras doenças transmitidas por mosquitos:

  • utilizar repelente;
  • usar roupas que protejam braços e pernas, principalmente em áreas de maior exposição;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • utilizar mosquiteiros quando necessário;
  • evitar exposição prolongada a mosquitos, principalmente nos períodos de maior atividade;
  • eliminar locais que possam favorecer a proliferação de mosquitos.

A recomendação também é evitar o contato com animais mortos e comunicar às autoridades sanitárias situações que possam auxiliar na vigilância da circulação do vírus.