Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões
Grupo responsável por Habib’s e Ragazzo teve pedido aceito pela Justiça; rede possui unidades no Vale do Paraíba e afirma que operações seguem normalmente

O Grupo Gennius, responsável pelas redes Habib’s, Ragazzo e outras marcas do setor de alimentação, entrou em recuperação judicial nesta semana após declarar uma dívida de aproximadamente R$ 265,2 milhões à Justiça. O processo envolve 178 pessoas jurídicas do conglomerado, incluindo 119 lojas Habib’s e 26 unidades Ragazzo.
Apesar do pedido de recuperação judicial, a empresa informou que as operações continuam normalmente. A medida tem como objetivo reorganizar as dívidas e preservar as atividades do grupo.
A Justiça suspendeu as ações de execução contra as empresas envolvidas e estabeleceu prazo de 60 dias para a apresentação de um plano de recuperação. Caso o plano não seja apresentado dentro do prazo ou não seja aprovado posteriormente, o grupo poderá enfrentar novas medidas judiciais, inclusive relacionadas à falência.
O que levou o grupo à recuperação judicial?
Entre os fatores apontados para a crise estão os efeitos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19, as mudanças no comportamento dos consumidores com o avanço dos aplicativos de delivery e o aumento das taxas de juros.
A combinação desses fatores pressionou o setor de alimentação e elevou o custo de financiamento das empresas.
A recuperação judicial é utilizada justamente para permitir que uma empresa em dificuldade financeira reorganize suas dívidas e mantenha suas atividades enquanto negocia com credores.
No caso do Grupo Gennius, o processo envolve uma estrutura empresarial ampla, com dezenas de pessoas jurídicas e centenas de operações relacionadas às marcas do conglomerado.
O que muda para os clientes?
Para os consumidores, a informação divulgada pelo grupo é de que as lojas continuam funcionando normalmente.
A recuperação judicial, portanto, não significa o fechamento imediato dos restaurantes. O objetivo declarado é justamente preservar as operações enquanto a empresa busca reorganizar sua situação financeira.
No Vale do Paraíba, clientes das unidades da rede devem continuar encontrando os restaurantes em funcionamento, embora os próximos passos do processo judicial possam definir mudanças na estrutura do grupo.
A recuperação judicial será acompanhada nos próximos meses pela Justiça e pelos credores, enquanto a empresa deverá apresentar seu plano de reestruturação dentro do prazo estabelecido.
Posts Relacionados

Fiscalização resgata mais de 100 animais em situação de maus-tratos e investiga trabalho análogo à escravidão


