Haddad evita ir a convenção de Tatto na periferia de SP e gera crise no PT
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-prefeito Fernando Haddad decidiu não participar presencialmente da convenção do PT que oficializará o nome de Jilmar Tatto como candidato a prefeito de São Paulo, neste sábado (12), o que gerou uma crise interna no partido. Dirigentes da campanha tentam convencê-lo a mudar de ideia. Haddad afirma que tem…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-prefeito Fernando Haddad decidiu não participar presencialmente da convenção do PT que oficializará o nome de Jilmar Tatto como candidato a prefeito de São Paulo, neste sábado (12), o que gerou uma crise interna no partido. Dirigentes da campanha tentam convencê-lo a mudar de ideia.
Haddad afirma que tem palestra para uma entidade de engenheiros marcada para as 11h deste sábado e que teria dificuldade em se deslocar para o local onde o evento ocorrerá, no bairro de Jardim São Luiz, na zona sul da capital. A convenção vai começar às 15h.
Ele pretende participar à distância, fazendo um discurso de forma virtual. A convenção terá apenas um pequeno grupo na periferia, e será transmitida online para o restante do partido.
O PT revestiu a convenção de grande simbolismo, ao escolher uma laje na periferia para reforçar seu compromisso com a população mais pobre.
Isso ocorre uma semana após o principal concorrente petista pelo voto de esquerda, Guilherme Boulos (PSOL), ter realizado sua convenção num campo de futebol no bairro do Campo Limpo, também periferia da zona sul.
A participação presencial de Haddad havia sido anunciada nesta quinta-feira (10) pela pré-campanha petista, ao lado de Tatto, da pessoa escolhida para vice (ainda não anunciada) e do presidente municipal do partido, Laércio Ribeiro.
O partido contava com uma imagem de todos em cima da laje para animar a militância. A ausência física do ex-prefeito é vista como um balde de água fria nessa estratégia.
Também deve falar virtualmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de uma declaração gravada.
Haddad deve dizer, no discurso, que apoia totalmente Tatto e que a principal tarefa do partido é torná-lo mais conhecido. “Esta é a primeira meta, levar o nome do Jilmar para toda a cidade”, disse.
O ex-prefeito diz que não fará críticas diretas a Boulos, que também busca o voto da periferia.
“Vou dizer o que eu digo sempre, que o PT é o partido que nos últimos 30 anos deixou o maior legado na cidade de São Paulo. O resto só deixou prejuízo”.
Ele também minimizou o apoio da ex-prefeita Marta Suplicy à reeleição de Bruno Covas (PSDB). “Faria diferença se ela estivesse na chapa, mas não está. Eu nunca tive expectativa real do apoio dela ao Jilmar”, disse.
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