Juro fecha em baixa com câmbio, relatório da Previdência e apostas para a Selic
O movimento de realização de lucros visto na quarta-feira no mercado de juros, que puxou as taxas levemente para cima, não teve forças para prosperar e elas voltaram a recuar nesta quinta-feira, 13. As que mais caíram foram as curtas e intermediárias, refletindo principalmente o cenário de atividade fraca e inflação baixa que, às vésperas da…

O movimento de realização de lucros visto na quarta-feira no mercado de juros, que puxou as taxas levemente para cima, não teve forças para prosperar e elas voltaram a recuar nesta quinta-feira, 13. As que mais caíram foram as curtas e intermediárias, refletindo principalmente o cenário de atividade fraca e inflação baixa que, às vésperas da decisão do Copom, reforça o debate sobre a necessidade de corte da Selic, também considerando a queda do dólar. Dado o movimento expressivo de alívio de prêmios nas últimas semanas, algumas taxas já estão abaixo de 6%. Nos vencimentos mais longos, a maior influência veio da avaliação do parecer do relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2020 fechou em 5,990%, ante 6,078% quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 6,189% para 6,07% e a do DI para janeiro de 2023, de 7,111% para 7,01%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,54%, de 7,631%.
“O mercado olhou o relatório, o dólar e o ambiente de atividade e inflação favorável a juros mais baixos. Com isso, segue a doação desenfreada do DI”, disse Vitor Carvalho, sócio-gestor da LAIC-HFM.
Nesta quinta-feira, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou alta de 0,3% no volume de serviços prestados em abril ante março, abaixo da mediana das expectativas, de +0,5%. Se não chegou a afetar diretamente as taxas, o dado ajuda a compor o cenário de estagnação da atividade e a alimentar o pessimismo para o PIB também do segundo trimestre. Em meio a isso, prosseguem as revisões para baixo do PIB de 2019, que já atingem níveis sombrios. A Necton Investimentos, por exemplo, reviu sua estimativa de 0,8% para 0,5%. A consultoria britânica Capital Economics agora espera 0,8%, de 1,5%.
Na curva, segundo a Quantitas Asset, a precificação para a Selic para o Copom de junho é de -5,5 pontos, o que aponta 22% de chance de queda de 0,25 ponto, ante apenas 9% na quarta. A expectativa de manutenção é amplamente majoritária, de 78%, mas na quarta era ainda mais (91%). Para o fim de 2019, a precificação é -63 pontos, ou seja, meio do caminho entre 0,50 ponto e 0,75 ponto porcentual.
Nos longos, o mercado continuou reduzindo prêmios com a melhora da percepção de risco fiscal e político. A apresentação do texto do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) à comissão especial da Câmara era o principal evento do dia e, ainda que boa parte do conteúdo estivesse nas contas do mercado, houve um certo alívio com o fato de que a proposta deve garantir uma economia fiscal de R$ 913,4 bilhões em dez anos. Na quarta havia algum receio de que o valor ficasse em torno de R$ 800 bilhões, o que é esperado que ocorra somente nas próximas fases de negociação da proposta no Congresso.
Posts Relacionados

TSE encerra ação que tentava barrar ato com Caetano Veloso em Copacabana

Senado inicia análise do fim da escala 6×1 com articulação para votação em dois turnos nesta quarta-feira

Homem viaja mais de 2 mil km para encontrar mulher e descobre que ela era inteligência artificial
