Justiça nomeia interventor e destitui presidente da CBF
Nova eleição será realizada em 30 dias

Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira Federal (CBF) foi desligado do cargo pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), além de determinar o próximo a ocupar o cargo. O escolhido pelo TJ-RJ foi José Perdiz, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
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Com três votos a favor da demissão do até então presidente da CBF, um nova eleição será realizada em 30 dias, mas ainda é possível interpor recurso por parte de Ednaldo. Os votos favoráveis à destituição foram do relator Gabriel Zéfiro e dos desembargadores Mauro Martins e Mafalda Luchese.
O julgamento desta quinta-feira (7), tratou da legalidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela CBF e pelo MPRJ em março do ano passado. Naquela época, o TAC permitiu que a Assembleia Geral da CBF elegesse Ednaldo Rodrigues para comandar a entidade.
O acordo foi firmado porque o MPRJ considerava ilegais as regras que regiam a eleição na confederação brasileira. Isso porque uma mudança no estatuto da entidade, em 2017, estabeleceu pesos diferentes para os votos praticados por federações e clubes das séries A e B. Na prática, bastava as federações votarem em conjunto para definir o presidente.
Opositores de Ednaldo tentaram barrar a eleição de março de 2022 alegando que o TAC fora assinado por ele, como presidente interino, e serviu para referendar uma eleição que o tornaria presidente de fato. Nesta quinta-feira (7), a Justiça do Rio acatou o pleito.
Fifa encaminhou ofício à CBF alertando para risco de suspensão
Em meio a essa movimentação na Justiça, que teria entre os articuladores cartolas afastados pela Fifa, na semana passada a entidade máxima do futebol mundial enviou uma notificação à CBF alertando que a entidade poderia ser suspensa caso Ednaldo Rodrigues fosse afastado “por influência indevida de terceiros”.
Nesta quinta-feira (7), a Fifa e a Conmebol reiteraram o alerta, em resposta a consultas realizadas pelo secretário-geral da CBF, Alcino Reis. Caso a suspensão seja levada adiante, uma das primeiras consequências práticas pode ser a exclusão do Fluminense do Mundial de Clubes, marcado para este mês na Arábia Saudita.
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